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Nada de tablet; amante da leitura em papel, Felipe ganhou no ano passado o certificado de leitor ano da biblioteca da escola

Aos três anos de idade, Felipe já era apaixonada pelos livros
Arquivo pessoal
Aos três anos de idade, Felipe já era apaixonada pelos livros

O pequeno Felipe Ellero da Silva não se esquece do dia em que Claudia, sua mãe, lhe mostrou um livro e explicou: “As histórias todas que te conto estão aqui. Quando você começar a ler, vai poder fazer isso sozinho.”

Estava dada a autorização para que o menino, hoje com nove anos, se permitisse escolher o passeio favorito para os finais de semana: frequentar livrarias e bibliotecas. E não só a seção infantil. Leitor voraz desde os cinco anos, Felipe gosta de livros de arte, de música, biografias e o que mais lhe apetecer nos corredores.

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Houve a época dos dinossauros, e então ele ganhou uma porção de enciclopédias sobre o assunto. Depois vieram os livros de mitologia. Nas aulas de música, quando começou a aprendeu sobre Luiz Gonzaga, ganhou uma sanfona antiga dos pais e aprender a tocar Asa Branca.

Felipe:
Arquivo pessoal
Felipe: "“Vou à biblioteca na hora do recreio e já começo ler o livro na fila, enquanto espero para fazer a retirada"

No ano passado, durante a Copa do Mundo, Felipe montou o álbum de figurinhas, como todos os amigos. Mas não parou por aí: ganhou dos pais um livro com os hinos de todos os países e um atlas para pesquisar as bandeiras. “Quando gosto de um tema, quero saber tudo sobre ele”, resume, com a frase curta e tímida típica da infância.

Tão tímido que responde apenas com um “ahã” quando a repórter pergunta se era mesmo verdade que ele ganhou, no fim do ano passado, o “certificado de leitor” da biblioteca do Colégio Santa Maria, onde cursa o 4º ano do fundamental. Neste ano, o certificado também deverá ir para sua coleção. Só no primeiro bimestre de 2015, Felipe emprestou 18 livros na biblioteca.

“Vou à biblioteca na hora do recreio e já começo ler o livro na fila, enquanto espero para fazer a retirada. Depois continuo no carro. Rapidinho termino”, conta ele, que também não resiste a um rótulo de alimento ou de xampu. “Quero ler tudo”

Felipe não falta às bienais do livro e coleciona as obras que mais gosta
Arquivo pessoal
Felipe não falta às bienais do livro e coleciona as obras que mais gosta

E não vale ser no tablet ou no computador. Felipe gosta mesmo é do cheiro do papel. E de colecionar. Tanto que algumas obras ele até libera para doação, mas os livros do coração devem ficar lá, para sua biblioteca da posteridade. E que ninguém ouse mexer. “Quando alguma criança mexe, digo logo que não pode.” Parece um adulto. Mas é uma criança. Uma criança apaixonada pelas letras. E por elas no papel.

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