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Os professores reivindicam reajuste salarial de 75,33%; greve foi suspensa apesar do governo paulista não ter apresentado qualquer proposta de reajuste aos grevistas

Após 92 dias de paralisação, os professores da rede estadual de São Paulo decidiram suspender a greve. A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (12) em assembleia realizada na avenida Paulista. 

Os professores reivindicam reajuste salarial de 75,33%. A greve foi suspensa apesar de o governo paulista não ter apresentado qualquer proposta de reajuste aos grevistas.

De acordo com a Apeoesp, o principal sindicado da categoria, 8 mil manifestantes participaram da manifestação de hoje. Para a PM, o número chegou a mil pessoas. Esta é considerada a maior greve da história do sindicato, que representa cerca de 180 mil professores e é um dos maiores da categoria em toda a América Latina.

Após mais três meses de greve, a adesão ao movimento vinha diminuindo. Segundo a Apeoesp, 30% dos profissionais estavam paralisados. A Secretaria de Educação, no entanto, divulgou que os grevistas não passavam de 5% do total de professores da rede. 

A decisão provocou muita divisão entre os professores. Pela manhã, o conselho da Apeoesp havia decidido, em reunião, levar para a assembleia a suspensão da greve, com a manutenção da mobilização, pedindo apoio inclusive de outros movimentos tais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Um grupo de professores, de outra corrente política, protestou muito contra o fim da greve, com vaias e gritos como "Não tem arrego" e "A greve continua". No entanto, a suspensão foi aprovada pela imensa maioria dos professores presentes ao ato.

Na assembleia anterior, na quarta-feira passada, já havia ocorrido uma divisão do movimento. Apesar da manutenção da greve ter sido aprovada, houve um princípio de tumulto na semana passada, inclusive com ovos sendo arremessados em direção ao caminhão de som onde se encontravam os dirigentes do sindicato.

Veja imagens da greve mais longa da rede estadual paulista:


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