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Mais de 200 pessoas ficaram feridas em Curitiba durante protesto. Polícia usou balas de borracha e bombas de gás

Professores de todo o País publicam fotos vestindo roupas pretas em repúdio à violência na repressão do protesto da categoria no Paraná. 

Nas redes sociais, professores de vários Estados vão trabalhar de preto em repúdio à repressão dos professores do Paraná
Reprodução/Facebook
Nas redes sociais, professores de vários Estados vão trabalhar de preto em repúdio à repressão dos professores do Paraná

Na última quarta-feira (29), mais de 200 pessoas ficaram feridas em manifestação em Curitiba. O ato foi reprimido pela polícia com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. 

Nas redes sociais, os professores usam as hashtags #vadepreto e #vadeluto para marcar o protesto. As mensagens demonstram solidariedade aos colegas da rede estadual paranaense. 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação chamou para esta terça-feira (5) às 10h manifestações de professores em todo o País.


Entenda

Na última segunda-feira (27), os professores da rede estadual do Paraná entraram em greve contra um projeto de lei que altera a previdência dos servidores estaduais. A categoria armou acampamento em frente à Assembleia Legislativa em protesto na semana em que seria feita a votação do projeto de lei.

Na terça-feira (28), houve confronto entre policiais militares e os manifestantes. A PM, que cercou o prédio da Assembleia Legislativa, chegou a usar bombas de gás lacrimogênio e gás pimenta para dispersar o protesto.

A votação do PL que muda a previdência foi marcada para a última quarta-feira. Para garantir o cerco ao prédio da Assembleia, o governo do Paraná chegou a convocar tropas de outras cidades. Por volta das 15h, quando a sessão começou, começou um grave confronto entre professores e a Polícia Militar, que usou bombas de gás, balas de borracha e jatos de água na repressão do ato.

Segundo a prefeitura de Curitiba, mais de 200 pessoas ficaram feridas durante o ato.

O governo do estado, em nota, defendeu que as agressões partiram de manifestantes “estranhos ao movimento dos servidores estaduais”. Na versão do governo, teria havido “reitadas tentativas” de invasão à Assembleia Legislativa.

Apesar das cenas de guerra do lado de fora, os deputados federais do Paraná votaram e aprovaram o projeto de lei.

No início do ano, os profissionais da rede estadual de ensino já tinham feito greve por 29 dias contra projeto semelhante. Na época, eles chegaram a ocupar o plenário da Assembleia Legislativa.

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