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Janelle Monáe arrancou suspiros durante sua apresentação do Summer Soul Festival na noite deste sábado (15)

Janelle Monáe faz show no Summer Soul, em São Paulo
Jorge Rosenberg
Janelle Monáe faz show no Summer Soul, em São Paulo

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A cantora norte-americana, indicada ao Grammy por seu disco "The ArchAndroid" de 2010, fez uma performance memorável, abrindo para Amy Winehouse, que ainda se apresenta nesta noite.

O público pôde ouvir o repertório deste seu último disco, considerado pelo jornal "The Guardian" o melhor do ano. O show começou com o medley que também abre o álbum, das faixas "Dance or Die", "Faster" e "Lock Inside" e imagens de "Metropolis", de Fritz Lang, no telão.

Em seguida, Janelle faz uma versão da romântica "Smile", composta por Charles Chaplin, acompanhada somente do guitarrista - e fisga o público imediatamete. Ninguém tira os olhos dela. O ponto alto da noite não podia ser diferente: os hits "Cold War" e "Tightrope" fizeram o público cantar, dançar e pedir por muito mais da performance.

No palco, Janelle é teatral. Seu show é mais que a música: é um espetáculo. A cantora agrega a dança a dramaturgia, cinema, suas raízes negras e as aspirações futurísticas. A sintonia com a banda é perfeita, como em um musical da Broadway, primeira escola da cantora. Sai do palco descabelada com a música "Come Alive", e mal fala com o público.

O show de 45 minutos não foi suficiente - todos queriam mais de Janelle. Ela deixa para trás a certeza de que voltará em breve. Seu futuro promissor na música garante isso, ela está apenas começando. Janelle Monáe será grande e terá um festival só para ela.


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