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Volume é fundamental para entender como um grupo se mantém em um país sem políticas culturais públicas abrangentes

Grupo Galpão de teatro
Divulgação
Grupo Galpão de teatro
No final do ano passado, Eduardo Moreira, um dos atores fundadores do premiado grupo mineiro Galpão, sediado em Belo Horizonte, lançou sem estardalhaço o livro "Uma História de Encontros", pela Duo Editorial. Em caprichado volume de capa dura, o ator resume de forma rica e saborosa a trajetória de sucessos, percalços e aprendizados do grupo.

É um volume fundamental para todos os que gostam de teatro e querem entender como um grupo consegue sobreviver por tantos anos num país sem tradições, sem memória e sem políticas culturais públicas abrangentes para o setor.

Muito bem escrito, o livro é basicamente dividido em capítulos que contam histórias sobre cada um dos diretores convidados a atuar no Galpão. São textos que Eduardo Moreira já havia postado no blog da companhia. No prefácio, ele adverte para o que seria talvez o único defeito da edição: casos repetidos em mais de um capítulo e nenhuma preocupação cronológica. "Escritos para o blog, lhes falta uma continuidade de tempo e isso faz com que algumas situações acabem por se repetir." Ao final, há um ótimo encarte que resolve a questão do tempo: "Uma Breve Cronologia".

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