
A escassez de mecânicos de automóveis no Japão tem forçado empresas do setor a reformular suas estratégias de contratação e capacitação. Para combater a falta de mão de obra, a Nextage, rede que atua em todo o país na venda, compra e manutenção de veículos, vem acelerando a admissão e o treinamento de trabalhadores vindos do exterior.
Atualmente, profissionais de 12 nacionalidades atuam nas unidades da companhia, com destaque para trabalhadores do Nepal, Vietnã e Sri Lanka. Nos últimos cinco anos, o contingente de mecânicos estrangeiros na Nextage saltou cerca de 2,4 vezes, passando a representar aproximadamente 30% do quadro total de mecânicos da empresa.
Esse déficit operacional coincide com a rápida modernização do parque automotivo. A expansão dos veículos eletrificados e a disseminação de tecnologias avançadas de segurança tornaram o trabalho de manutenção mais complexo, exigindo conhecimentos cada vez mais especializados. Em contrapartida, o interesse dos jovens japoneses pela profissão vem caindo, resultando em uma relação crítica de 4,55 vagas disponíveis para cada candidato na área de manutenção automotiva.
Como resposta ao problema, a Nextage mantém desde 2019 um convênio com a escola Toki Gakuen, responsável por instituições especializadas em manutenção em Gifu e Hokkaido. Desde o início da parceria, o volume de estudantes matriculados nessas unidades saltou de cerca de 60 para aproximadamente 450 alunos, uma alta de 7,5 vezes. A absorção desses formandos pela Nextage também disparou, com o volume de contratações crescendo cerca de 25 vezes em relação aos números de 2021.
A meta da companhia é formar profissionais prontos para ingressar rapidamente nos centros de reparo após a formatura. Para garantir que os funcionários estrangeiros desenvolvam uma carreira de longo prazo no setor, a empresa oferece suporte para a obtenção de qualificações profissionais, treinamento técnico e ensino da língua japonesa.
Além do incentivo acadêmico, a Nextage adotou medidas para aumentar a retenção da equipe, incluindo o aumento de adicionais salariais por qualificação e a criação de períodos especiais de férias prolongadas. A direção da empresa avalia que a integração de trabalhadores de diferentes nacionalidades não apenas reduz a falta de pessoal, mas também estabiliza as equipes e favorece a transmissão de conhecimentos técnicos no dia a dia.
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