Desiludido, o ex-deputado federal Chico Alencar conta o que testemunhou no Congresso
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Desiludido, o ex-deputado federal Chico Alencar conta o que testemunhou no Congresso

Na reta final da disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, o Rio de Janeiro virou palco de guerra entre os aliados de Baleia Rossi e Arthur Lira. Quem apoiava o primeiro aceitou o convite para um encontro de Rodrigo Maia e o do prefeito Eduardo Paes. Quem simpatizava com o candidato governista, Lira, fez o mesmo e foi recebido pelo governador em exercício Cláudio Castro, no Palácio Guanabara. Pronto. A tensão entre os grupos tornou-se explícita. Nós registramos em detalhes aqui na coluna. Eis que, agora, começa-se outra guerra, a de como se comportarão os vitoriosos e como curar as feridas abertas dos adversários. O experiente Chico Alencar, hoje vereador pelo Rio, conta: "eu vi, em quatro mandatos como deputado federal, eleição para a presidência e Mesa Diretora da Casa é um pântano, uma areia movediça onde o que menos conta são propostas. No Senado é a mesma coisa: os interesses menores do toma-lá-dá-cá imperam. Uma vergonha!", desabafa.

AMBIENTE TÓXICO

Alencar vai mais fundo: "Eu mesmo, mandatado pelo PSOL, as disputei, por duas ocasiões. Para denunciar o ambiente corrompido por negociatas em troca dos votos dos 'colegas' e amparo do Executivo (qualquer um), e propor um Legislativo mais transparente e poroso às demandas populares (desafinar o coro dos "contentes" com o sistema). Somos ouvidos com muito "respeito", aplausos e... pouquíssimos votos. É próprio do cretinismo parlamentar, mas vale a pena. "Parlamento independente" está no centro do discurso de todos, mas longe da prática da maioria. O padrão da política institucional brasileira é o fisiologismo do Centrão. A compra de votos (de variadas maneiras) que elege boa parte dos "representantes do povo" é praticada nessas eleições internas, favorecida pelo voto secreto. Nós, os representados, não podemos saber como os representantes votam... Daí os Severinos Cavalcantis, Maranhões e Cunhas da vida", arremata.

Clonagem de celular de deputada

Os deputados andam com a pulga atrás das orelhas. Golpistas andam se passando por assessores de parlamentares para extorquir vítimas. Eles se apresentam como pertencentes ao gabinete, telefonam para a vítima, informam que a pessoa foi sorteada e ganhou o convite para um jantar em um hotel de luxo. Encaminha, então, um SMS com um código e pede para que digite o número de volta. "É golpe". Eles andam usando o nome da deputada Renata Souza (PSOL).

De olho no novo eleitor

A Secretaria Especial da Juventude Carioca (JUVRio) trouxe novos ares até para as redes sociais da Prefeitura do Rio. A pasta é a primeira da administração municipal carioca a criar um perfil no Tik Tok (@juvrio) - rede social muito utilizada pela galera dos 17 anos ou menos. A JUVRio, aliás, é das poucas no país: das capitais, apenas Porto Alegre, Campo Grande e Fortaleza também possuem uma secretaria de juventude.

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