João Feres, cientista polí­tico
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João Feres, cientista polí­tico

O Rio de Janeiro vive uma encruzilhada. Uma crise política que conduziu dois governadores e um prefeito no curso do mandato para tratar da vida na polícia. O aumento da pobreza, as finanças em frangalhos, a falta de protagonismo nacional. É a hora de ouvir os intelectuais, os centros de pesquisa e pensamento. A elite acadêmica do Rio perdeu protagonismo na tentativa de dar soluções para grandes problemas? O cientista social João Feres, professor de Ciência Política do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da UERJ, é direto: "Acho que a elite acadêmica brasileira foi banida da grande mídia há muito tempo. Não é só no Rio. Agora com Bolsonaro, estão abrindo algum espaço, mas ainda diminuto. Como a elite acadêmica é massivamente de centro-esquerda, por uma questão lógica, o objetivo da grande mídia era ejetá-la do poder, fecharam-se praticamente todos os espaços. A mídia só ouve gente de instituições 'market oriented': FGV, Ibmec, Insper. Sem a mídia, não há debate público. A academia não consegue se comunicar com a sociedade sem mediação. Ao contrário do que muitos de fora da academia pensam, a maioria dos cientistas sociais é liberal progressista e não socialista. A questão é que quem estuda a sociedade brasileira acaba chegando à conclusão inevitável de que a desigualdade é sua pior chaga e que, portanto, se não a atacarmos, as outras questões perdem um pouco o sentido".

PESQUISAS ELEITORAIS

O experiente professor Paulo Baía joga luz para outra realidade. "Nas campanhas eleitorais, as universidades eram muito ouvidas para a elaboração dos programas de governo. Nessa última eleição de 2020, nenhuma candidatura ouviu para valer os centros de pesquisa da cidade do Rio de Janeiro. Niterói, Campos, Caxias ouviram um pouco, mas têm pouca referência dos estudos desses centros", diz ele.

Denúncia do Ministério Público Eleitoral

O vereador Felipe Michel (PP); a secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio, Jucelia Oliveira Freitas; o secretário municipal de Envelhecimento Saudável, Qualidade de Vida e Eventos do Rio, Rogério Augusto Leitão; o subsecretário de Proteção e Defesa Civil do Rio, Djalma Antônio de Souza Filho; e o coordenador do Projeto Taxi.Rio da Secretaria Municipal de Transportes do Rio, Lauro Costa Silvestre, foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral por abuso do poder político em benefício da candidatura de Felipe Michel, nas últimas eleições, com entrega de cestas básicas a taxistas. Ele foi reeleito. No processo, o MPE pede inelegibilidade de oito anos.

Doação de sangue

Os bancos de sangue pedem para a população ajudar a abastecer os estoques. O cuidado deve ser redobrado com quem tem suspeita de estar com Covid. Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 30 dias após cessarem os sintomas para realizar doação de sangue. E os que viajaram para o exterior devem aguardar 14 dias após a data de retorno para realizar doação de sangue.

eBook gratuito sobre rios da cidade

São 267 rios, riachos, canais, arroios, valas, valões, além das lagoas Rodrigo de Freitas e da Barra, que formam as três macrorregiões hidrográficas da cidade do Rio de Janeiro. O catálogo completo dos corpos hídricos municipais faz parte do eBook Rios de Janeiro, editado pela Fundação Rio-Águas. O livro digital já está disponível para ser baixado gratuitamente na página da Rio-Águas, no Portal da Prefeitura (www.rio.rj.gov.br/web/rio-aguas).

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