
Enquanto boa parte do mercado publicitário ainda discute como encaixar redes sociais dentro de uma campanha pensada primeiro para outros meios, o Grupo We decidiu comprar quem já inverteu essa lógica.
O grupo adquiriu 30% de participação na WT.AG, agência fundada em 2003, em Novo Hamburgo, por Lucas Feltes . Em dois anos, a fatia deve avançar para 60% — um desenho de aquisição gradual que dá tempo para testar a integração antes de assumir o controle total.
O que muda — e o que fica igual
Feltes permanece no comando da agência, que terá estrutura, liderança e relação com os clientes preservadas. A WT.AG trabalha sob o modelo de social branding e integra dados, criatividade, conteúdo e mídia. Atende nomes como Multiplan, Calvin Klein, Grupo Silvio Santos, Magalu, Sicredi e Grupo Fleury .
Parte desses clientes já é atendida de forma integrada com empresas do próprio Grupo We, como Keeta, EMS, Bridgestone e Firestone — o que sugere que a aquisição também resolve uma questão prática de sobreposição de contas, além da aposta estratégica.
Por que comprar uma agência "social first" agora
Para o grupo independente, a chegada da WT.AG reforça a atuação em social e conteúdo — mas o motivo declarado pela liderança vai além de preencher uma lacuna de portfólio.
Fabio Rosinholi, fundador e co-CEO do Grupo We, descreveu o investimento como uma resposta natural à evolução do cenário de mídia: a WT.AG parte do social para depois expandir a campanha para outros meios, enquanto o Grupo We historicamente constrói primeiro pensando no digital como um todo.
Colocar o social como ponto de partida — e não como desdobramento de uma campanha já pronta — é a aposta que o Grupo We compra junto com a agência.
Um grupo que cresce por aquisição
Com a chegada da WT.AG, o Grupo We passa a reunir cinco empresas: We, IDK, Area51, Content Club e a própria WT.AG . Juntas, elas somam mais de 500 profissionais .
O grupo também é conhecido por seguir esse caminho de consolidação: recentemente uniu a agência We com a LVL — sinal de que comprar e integrar agências especializadas é parte central da estratégia de crescimento do grupo, não um movimento isolado.
* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG