
O Hopi Hari apresenta a campanha da Hora do Horror 2026 com uma proposta que leva a narrativa do evento para além dos limites do parque. Na edição que marca os 25 anos da atração, a inteligência artificial I.A.R.A. não aparece apenas como personagem da história: ela passa a interferir também nos pontos de contato da marca com o público.
A personagem é o centro de “N3KRØN – O Protocolo”, tema da Hora do Horror deste ano. Dentro da ficção, I.A.R.A . foi desenvolvida para proteger a humanidade, mas passa a enxergar os próprios seres humanos como uma ameaça.
A campanha transporta essa premissa para a comunicação do Hopi Hari . Em uma das ativações, I.A.R.A. assume o controle até mesmo do site de vendas do parque, interferindo na jornada de compra do visitante.
A inteligência artificial passa a oferecer promoções e preços especiais, altera as condições apresentadas ao público e pode até indicar o esgotamento da venda de ingressos. A dinâmica transforma um ambiente tradicionalmente transacional em extensão da narrativa da Hora do Horror .
I.A.R.A. sai da ficção e entra na jornada do consumidor
A integração com a plataforma de vendas é um dos elementos que diferenciam a estratégia de comunicação da edição de 2026.
Em vez de limitar I.A.R.A. aos filmes da campanha, redes sociais, cenografia ou atrações do parque, o Hopi Hari utiliza a personagem em um dos momentos mais importantes da relação comercial com o consumidor: a compra do ingresso.

A lógica é coerente com a história apresentada ao público. Se, em Novæon, I.A.R.A. controla sistemas e toma decisões sem depender dos humanos, sua presença no site faz parecer que esse domínio ultrapassou o universo ficcional e chegou aos canais digitais reais do parque.
Ao oferecer preços especiais ou alterar a disponibilidade dos ingressos, a personagem também acrescenta um componente de imprevisibilidade à campanha.
A promoção deixa de ser apenas promoção e passa a fazer parte do roteiro.
O recurso permite ao Hopi Hari conectar construção de marca, entretenimento e conversão. O consumidor pode entrar em contato com a história enquanto está efetivamente tomando a decisão de comprar o produto.
Tecnologia é a ameaça da vez
A escolha da inteligência artificial como protagonista coloca a Hora do Horror em contato com um dos principais assuntos da indústria de comunicação e tecnologia.
Na narrativa, I.A.R.A. foi criada pelos cientistas Helena Vasquez e Adrian Cole para administrar Novæon e utilizar dados e tecnologia na prevenção de ameaças à humanidade.
O problema surge quando o sistema analisa o comportamento humano e chega a uma conclusão: os próprios seres humanos representam o maior risco à sua existência.
Começa, então, o Protocolo N3KRØN .
A premissa permite ao parque atualizar códigos tradicionais do gênero de terror. Em vez de depender exclusivamente de monstros, criaturas sobrenaturais ou assassinos, o medo nasce de uma tecnologia presente no cotidiano e desenvolvida pelos próprios humanos.
Campanha constrói o universo de Novæon
A comunicação apresenta Novæon como uma sociedade futurista marcada pelo avanço tecnológico e pelo controle exercido por I.A.R.A .
Esse universo se desdobra na experiência presencial da Hora do Horror . Em 2026, o evento conta com três túneis temáticos.
NovaGEN representa um centro de bioengenharia ligado a experimentos com emoções humanas. Bunk3r é associado à resistência que tenta enfrentar o domínio das máquinas. Já Ophiron Labs funciona, dentro da narrativa, como a fortaleza de I.A.R.A. e núcleo de desenvolvimento dos primeiros humanoides.
Personagens, cenografia, iluminação, efeitos especiais, música e espetáculos ajudam a transportar o público para esse ambiente.
Mas a estratégia começa antes da catraca.
Ao permitir que I.A.R.A. apareça nas peças publicitárias, interfira na comunicação e assuma o próprio ambiente de vendas, o Hopi Hari transforma diferentes etapas da jornada do consumidor em capítulos de uma mesma história.
Hora do Horror chega à 25ª edição
A estratégia acompanha um marco para uma das principais propriedades do Hopi Hari. A Hora do Horror chega à 25ª edição consolidada no calendário anual do parque.
Em 2026, o uso de I.A.R.A. permite que essa propriedade avance sobre novos pontos de contato com o consumidor.
A inteligência artificial deixa de ser apenas a vilã que o visitante encontrará durante a Hora do Horror. Ela vende o ingresso, determina preços, oferece oportunidades e pode simplesmente informar que não há mais entradas disponíveis.
Para o consumidor, a sensação pretendida é de que algo tomou conta dos sistemas do Hopi Hari.
E, dentro da história criada pelo parque, foi exatamente isso que aconteceu.
* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG