Entregando o diploma na formatura dos alunos do ensino fundamental das escolas municipais de Jaguariúna, em 2017
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Entregando o diploma na formatura dos alunos do ensino fundamental das escolas municipais de Jaguariúna, em 2017

A vida na estrada nos ensina a ler o mundo de maneira diferente. Enquanto me desloco pelas rodovias que cortam os municípios do nosso estado, sempre aproveito para ler os jornais e me atualizar sobre os desafios do Brasil. E a manchete que me chamou a atenção em seis de agosto foi a divulgação dos resultados nacionais e estaduais do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025. Os números me fizeram refletir: se, por um lado, o país comemora a superação da meta nos anos iniciais do ensino fundamental, por outro, ainda patina para avançar nos anos finais e no ensino médio.

Como homem público, leio esse diagnóstico não apenas como uma estatística, mas como o retrato do nosso principal gargalo social. E como filho de professora, leio com o coração de quem aprendeu, ainda menino, que nenhuma nação se sustenta sem alicerces fortes na sala de aula. Dona Flora, minha mãe, que lecionou Português e Inglês, me ensinou que o conhecimento é a única ferramenta capaz de libertar o indivíduo e promover uma verdadeira transformação social.

Trajetória na Educação 

Foi exatamente sob a ótica desse exemplo de casa que construímos a Educação nas minhas três gestões à frente da Prefeitura de Jaguariúna (2009-2012, 2017-2020 e 2021-2024). Olhar para o cenário divulgado agora e lembrar que o índice do ciclo anterior (2023) colocou Jaguariúna no 1º lugar na Região Metropolitana de Campinas (RMC) e em 8º lugar em todo o Estado de São Paulo, é a confirmação de que sementes bem plantadas dão bons frutos.

Esses resultados foram o topo de um trabalho de base longo e contínuo, construído passo a passo com os professores da nossa rede. Em 2018, nossa aposta na acessibilidade fez a Escola Municipal Professor Irineu Espedito Ferrari ganhar destaque nacional em inclusão social, mostrando que nenhuma criança pode ficar para trás. Em 2019, quando recebi o prêmio Prefeito Educador, o foco foi a consolidação do ProUni Municipal, um programa que criamos em 2009, no meu primeiro mandato, garantindo que os jovens jaguariunenses pudessem chegar à universidade.

Já em 2021, vencemos o 1º lugar do programa estadual Parcerias Municipais, provando que projetos como a Tutoria e Mentoria entre docentes transformam, de fato, a prática da sala de aula. Esse modelo de gestão foi tão forte que, em 2022, a cidade de Jaguariúna se consolidou como uma das dez do país no projeto nacional de Escolas Criativas, sendo convidada a compartilhar seu modelo de aprendizado no evento mundial em Boston (EUA) e, logo depois, no 5º Conexidades, focado no futuro da escola brasileira. O reconhecimento no Índice de Gestão Municipal Aquila (IGMA) em 2023 apenas reforçou, com dados do Tribunal de Contas, a seriedade dessa aplicação do dinheiro público.

Lendo as análises dos especialistas e do próprio Ministério da Educação, percebo que os desafios dos Governos Estadual e Federal ainda são imensos para reter o jovem na escola e garantir que ele realmente aprenda.

Contudo, independentemente das dificuldades estruturais que o país ou o estado enfrentem atualmente, minha bússola administrativa sempre foi clara: durante meus governos, os alunos de Jaguariúna receberam todo o incentivo e as melhores ferramentas para estudar e se preparar para o mundo.

Enquanto aguardamos a divulgação dos dados municipalizados deste último Ideb para conferir a nova posição de Jaguariúna, tenho a tranquilidade de saber que o nosso legado educacional foi fincado em bases sólidas. O reconhecimento histórico que alcançamos só foi possível porque a educação básica nunca foi tratada como plano secundário, mas como prioridade absoluta. É esse mesmo princípio, de investir no potencial humano de forma contínua e técnica, que continuo defendendo e que precisamos espalhar por todas as cidades de São Paulo. Se eu aprendi isso em casa com a Dona Flora, quero que cada criança paulista também tenha a chance de aprender nas melhores escolas públicas possíveis. O Brasil só será grande quando a sala de aula for a nossa maior obra.

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