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O Governo do Distrito Federal decidiu no sábado vender 100% da distribuidora Companhia Energética de Brasília (CEB), diferente dos 51% previstos, no leilão de meados de novembro na Bovespa – e espera embolsar mais de R$ 2 bilhões no ágio. A empresa está avaliada hoje em R$ 1,4 bilhão, descontados os R$ 870 milhões em dívidas e passivos. 

A disputa é tão acirrada entre 6 grandes companhias que não há favorita. Mas os destaques são a chinesa CPFL, a italiana ENEL, e as brasileiras Equatorial (do DF) e Energisa.  A CEB fará assembleia dia 13 de outubro para apresentar a proposta de venda a acionistas (80% do arrecadado fica com o GDF, e 20% com investidores).  A concessão será por 25 anos.

O passivo de dívida é uma fiação de ‘gato’ político de décadas: vem de mais de R$ 200 milhões de antigos Governos com isenção de taxas para a UnB; isenção para feiras e para loteamentos irregulares patrocinadores por políticos.


A dívida de R$ 800 milhões vem de captação em bancos no Governo Rodrigo Rollemberg para segurar custos da estatal, inclusive dos 4 anos da gestão de Agnelo Queiroz.


Uma decisão da Comissão de Valoreas Mobiliários (CVM) na última sexta-feira, com voto do diretor Henrique Balduino, abriu caminho para a privatização dos serviços e poderá causar repercussão geral para outras estatais Brasil adentro. A Comissão determinou que é irregular presença de representante de funcionários da CEB no conselho que discute a venda. Os empregados são contra a privatização.

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