Marinho x Guedes
Agência Brasil
Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho e o ministro da Economia, Paulo Guedes

Quem circula nos corredores do Palácio do Planalto sabe que o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, não tem oposição do presidente Jair Bolsonaro – embora claramente não conte com aval – para trabalhar seu nome como potencial substituto do chefão da Economia, Paulo Guedes, em caso de desgaste do mesmo. O que, aliás, ocorre há semanas.

Os palacianos assistem a batalha silenciosos como quem vê uma iminente e natural transição. Guedes se desgastou com o Congresso em embates (até pessoalmente, nas audiências).

Ex-deputado, Marinho vê brecha para crescer junto aos parlamentares e agradar ao chefe no momento em que o Centrão – time do qual é egresso no plenário – ganha corpo e canetas no Governo. Não bastasse o clima tenso, o plano original de Guedes foi contaminado pela pandemia e segue na UTI.

Para Bolsonaro, que precisa de capital eleitoral no evidente projeto de reeleição, um ministro político na Economia é mais aceitável no Congresso que um técnico ‘brigão’.

A Economia está virando um ministério mais político-eleitoral que técnico, com saída de especialistas. O cenário para muitos, infelizmente, é de uma potencial regressão.

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