
Tradicionalmente, e no Brasil, a direita era identificada com os patrões, os ricos, os poderosos. A esquerda se identificava com os mais pobres e vulneráveis. Esse modelo, contudo, parece ter sofrido mudanças e acabou sendo relativizado.
Mudou o povo ou mudou a política? Os dois mudaram. Após a Constituição Federal de 1988, é só longo do tempo até chegar em 2026, temos em nossa política partidária nada menos que 30 partidos.
Destes, 6 se classificam como esquerda ou extrema esquerda, 2 de direita e os demais flutuam entre centro, centro-direita e centro-esquerda. Assim, a ideia de pluripartidarismo vem sendo bastante prestigiada no Brasil.
O eleitor, como já dito, mudou também. Houve uma ascensão de jovens ao ambiente político, seja como eleitores, seja como agentes políticos e em todos os cargos: vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidente da República.
Houve uma mudança de perfil também, com uma mescla de elementos: políticos mais escolarizados, mais antenados com as novas tecnologias, maior participação de mulheres e comunidade LGBT, valorização do ambiente digital e internético para obter e disseminar informações.
Mas a ideologia ou ideologias políticas, acompanharam essas mudanças? Sim e não. Em alguns campos ideológicos, houve uma mudança adaptativa, em outro menos ou quase nada, como veremos na sequência.
* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG