
Essa coluna começa hoje uma pequena série voltada a uma análise política sobre como anda a estrutura brasileira neste campo e o que podemos projetar para o futuro.
A chamada redemocratização iniciou-se em 1985, porém ainda de forma acanhada, com eleições indiretas para presidente. Tancredo Neves foi eleito, mas não tomou posse e quem governou mesmo, até 1989, foi José Sarney.
Neste mesmo ano, tivemos a primeira eleição direta para Presidente da República. Fernando Collor de Mello concorreu com Lula, e ganhou. Lula ainda concorreu sem sucesso em mais duas eleições, 1994 e 1998, até ser eleito em 2002.
A esquerda, com Lula à frente, foi o grupo que mais governou o Brasil, ao menos o fez por mais tempo. Nestes 23 anos (2003-2026), o PT governou por quase 17 anos. Muito foi feito daquele tempo até hoje, a sociedade brasileira mudou, o mundo mudou, contudo, nossos partidos, nossos políticos e as relações de poder também mudaram?
A resposta é: em termos. O brasileiro, como eleitor, está mais consciente do seu papel e os políticos estão sendo mais fiscalizados, algo virtualmente "turbinado" pela internet e as as chamadas redes sociais.
Velhas, e deletérias práticas políticas, porém, não apenas seguem arraigadas, como se sofisticaram. O tradicional "toma lá dá cá" ganhou novas roupagens. Seu interior, contudo, segue basicamente o mesmo. E como lidar com isso igualmente permanece como um desafio.
Neste ambiente, falar em esquerda e em direita ainda faz sentido e, se faz, que sentido seria esse? É o que veremos na sequência.
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