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Corte Especial do STJ decide na quarta-feira se mantém afastamento de Witzel
Corte Especial do STJ decide na quarta-feira se mantém afastamento de Witzel

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça decide na próxima quarta-feira, 2, se mantém  Wilson Witzel  afastado do cargo de governador do Rio de Janeiro ou se autoriza o retorno dele ao posto. Responsável pelo julgamento de autoridades com foro na corte, o órgão é formado pelos 15 ministros mais antigos do STJ.

A decisão de afastamento partiu do ministro Benedito Gonçalves e, a princípio, tem validade de 180 dias. A ordem ocorreu no âmbito da Operação Tris in Idem, uma continuação da Placebo, deflagrada para investigar corrupção em contratos da área de saúde com Organizações Sociais, as OSs, em meio à pandemia.

De acordo com a  Procuradoria-Geral da República, o nome é referência ao fato de Witzel ser o terceiro governador fluminense envolvido em esquemas de desvio de dinheiro público. O órgão sustenta que, desde que foi eleito, Witzel estruturou uma “organização criminosa, dividida em três grupos, que disputavam o poder mediante o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos”.

Mais cedo, em um discurso inflamado, o governador do Rio atribuiu o pedido de afastamento a uma “questão pessoal” da subprocuradora-geral da República Lindora Araújo e fez ataques abertos e velados ao presidente Jair Bolsonaro, seu principal adversário político.

“Por que 180 dias, se em dezembro tenho que escolher o novo procurador-geral de Justiça?”, questionou Witzel. A escolha do futuro chefe do Ministério Público do Rio de Janeiro é um tema de grande interesse para a família Bolsonaro – com a decisão que deu foro privilegiado a Flávio Bolsonaro, a investigação do esquema de rachid deve ser conduzida pelo procurador-geral de Justiça do estado.

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