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Processo começou depois que o Centrão indicou Sabino para um cargo de liderança.
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Processo começou depois que o Centrão indicou Sabino para um cargo de liderança.

A Executiva Nacional do PSDB ratificou uma decisão da última semana e encaminhou ao Conselho de Ética e Disciplina do partido nesta quinta-feira, 20, o pedido de expulsão do deputado Celso Sabino após o Centrão indicá-lo para o cargo de líder da Maioria na Câmara. O placar registrou 25 votos favoráveis ao encaminhamento e quatro contrários, além de três abstenções.

O comando do tucanato já havia se posicionado pela abertura do processo na última quinta-feira, 13, como mostrou Crusoé , durante uma reunião que tinha, como pauta, a distribuição do Fundo Eleitoral. Para evitar questionamentos sobre a condução do procedimento contra Sabino, o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, decidiu realizar uma nova discussão para sacramentar o destino do deputado.

O processo de expulsão acusa Celso Sabino de “violação ao estatuto e à ética partidária”. O argumento é de que o tucano participou da negociação com o Centrão e aceitou ser indicado ao cargo de liderança sem consultar a Executiva ou a bancada de deputados. Apesar do imbróglio, Celso não deve assumir o posto.

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A aproximação irritou o tucanato porque a nomeação vincularia todo o partido ao Centrão e a Jair Bolsonaro, em discordância com a posição oficial da legenda, que é de independência ao Planalto. Crusoé tenta contato com Celso Sabino.

Apesar de a pauta única do encontro da Executiva do PSDB ser o processo de Sabino, o caso de Izalci Lucas, que ocupa a vice-liderança do governo no Senado, chegou a ser comentado — e por iniciativa do próprio parlamentar, que usou a palavra para mostrar a diferença entre as duas situações e indicar que pode deixar o cargo, caso este seja o entendimento majoritário no ninho tucano.

“O que eu disse é que, quando eu assumi a vice-liderança do governo, fiz de uma forma combinada com o partido, porque havia muito interesse nas reformas que estamos ajudando a construir. Especificamente no meu caso, tenho que conversar com minha bancada sobre eventual nova decisão”, explicou a Crusoé .

Izalci acrescentou que, na prática, está à disposição da legenda. “Se a Executiva achar, no momento oportuno, que eu devo largar ou não é algo que precisamos conversar, porque há outras questões que nos interessam no governo. Olhe a reforma tributária, por exemplo. Um dos principais projetos em tramitação é do PSDB”, completou.

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