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Ministro Celso de Mello durante sessão do STF
Carlos Moura/SCO/STF
Ministro Celso de Mello durante sessão do STF

ministro Celso de Mello (foto) vai tirar  licença do  Supremo Tribunal Federal para tratamento de saúde por um prazo indeterminado. A ausência do decano pode pode interferir em casos sensíveis na corte.

Um deles é o pedido de suspeição apresentado pelo ex-presidente Lula contra o ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro. O caso será analisado pela Segunda Turma do STF, colegiado do qual Celso de Mello faz parte, ainda em data indefinida.

Com apenas quatro ministros do STF na Turma, a aposta é de um placar benéfico a Lula, com os votos favoráveis de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski e contrários de Edson Fachin e Cármen Lúcia. Isso porque, em matéria criminal, o empate beneficia o réu.

Se Celso de Mello participar do julgamento, caberia a ele desempatar o placar. O ministro costuma oscilar em seus votos relacionados à Lava Jato. Contudo, ao suspender processos contra Deltan Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Público, Celso sugeriu apoio a Moro. Com um placar de 3 a 2 contra o pedido de suspeição, Lula continuaria impedido de se candidatar em 2022.

Celso de Mello também é relator do inquérito que investiga a interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Nesta condição, cabe ao ministro autorizar ou barrar diligências, assim como estender o prazo das apurações.

Fonte:  Crusoé .

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