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Denúncia contra Baldy envolve propinas de R$ 2,6 mi em três esquemas distintos
Denúncia contra Baldy envolve propinas de R$ 2,6 mi em três esquemas distintos

A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro denunciou na noite de segunda-feira, 18, o ex-ministro  Alexandre Baldy pelo recebimento de 2,6 milhões de reais em propinas relacionadas a contratos do governo de Goiás e da Fiocruz, fundação vinculada ao governo federal. A ação tramita na 7ª Vara Federal Criminal do Rio por ter relação com esquemas do governo de Sérgio Cabral.

Secretário dos Transportes Metropolitanos do governo João Doria, do PSDB, em São Paulo, Baldy pediu licença do cargo após ser preso no dia 6 de agosto na Operação Dardanários. Dois dias depois, o ex-ministro das Cidades no governo de Michel Temer foi solto por uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Ele nega as acusações.

Segundo a denúncia, o secretário licenciado de Doria recebeu propina em três esquemas diferentes de corrupção no governo de Goiás, estado de origem do político, e no governo federal, com o auxílio de seu primo, o advogado Rodrigo Dias.

O advogado e primo foi nomeado por Baldy para atuar em diferentes cargos públicos, como a Fundação Nacional da Saúde, a Funasa, e, mais recentemente, nas estatais de transportes públicos do governo Doria.

As acusações estão baseadas, principalmente, nas delações premiadas de três empresários, além de mensagens apreendidas em celular e registros de viagens e hospedagens em hotéis.

Em uma delas, segundo o MPF, Baldy recebeu 500 mil reais de propina entre abril e novembro de 2014 para atuar na liberação de pagamentos do governo de Goias para uma organização social contratada pelo Hospital de Urgência da Região Sudoeste, o Hurso.

Entre 2015 e 2018, segundo a denúncia, Baldy recebeu mais 960,4 mil reais em vantagens indevidas, como uma comissão para favorecer a empresa Vertude em uma licitação da Junta Comercial de Goiás.

Essa mesma empresa teria ainda pago 1,1 milhão de reais ao ex-ministro e ex-deputado pelo Progressistas entre 2016 e 2018 para ganhar um contrato na Fiocruz, por meio da atuação do primo de Baldy, que era presidente da Funasa à época.

Fonte:  Crusoé

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