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Justiça nega quebra de sigilo telefônico de assessores de Flávio Bolsonaro
Justiça nega quebra de sigilo telefônico de assessores de Flávio Bolsonaro

O juiz Elder Fernandes, da 10ª Vara Federal do Rio, negou pedido do Ministério Público Federal para quebrar o sigilo telefônico do chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro e de assessores que atuaram no gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio. A decisão ocorre no âmbito das investigações sobre o vazamento de informações da Furna da Onça, relatada pelo empresário Paulo Marinho.

A operação contava com o relatório do Controle de Atividades Financeiras, Coaf, que revelou 1,2 milhão de reais em transações atípicas de Fabrício Queiroz. O documento levou à apuração sobre a operação de um esquema de rachid no gabinete de Flávio na Alerj.

Com a cautelar, o MP queria alcançar o advogado Victor Granado, o coronel Miguel Braga Grillo, chefe de gabinete de Flávio, e Valdenice Meliga, que trabalhava na Alerj. O magistrado criticou o pedido de quebra de sigilo, feito pelo procurador Eduardo Benones, que pediu pressa ao juiz, alegando que havia risco de “perecimento de provas”.

“O Parquet [MPF] formula os pedidos que bem entende, apresenta argumentos sobre apenas um recorte das provas e ainda quer que este juízo julgue a seu tempo e modo, e de tabela se ver sob o jugo de ser acusado de abuso de autoridade por quebra de sigilo funcional”, escreveu.

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