
Ao pressentir que a sessão do plenário virtual do TSE desta quinta-feira (15) caminhava para derrubar a sua decisão de suspender um vídeo da campanha de Lula (PT) com críticas ao tesouraço que Flávio Bolsonaro (PL), pretende fazer contra os programas sociais, o ministro André Mendonça, vice-presidente da corte eleitoral, usou o regulamento, pediu destaque e suspendeu o julgamento, quando a maioria contra a censura havia sido formada em 4 a 3 para liberar a propaganda petista.
Com o pedido de destaque, a campanha de Lula ficará impedida de informar aos eleitores que Flávio, caso seja eleito presidente, pretende fazer economia sacrificando os programas sociais do governo, até que o caso volte a ser analisado pelo TSE, desta vez, em sessão presencial.
Entre os programas que poderão sofrer cortes drásticos estão o Minha Casa, Minha Vida; Mais Médicos; Farmácia Popular e Pé-de-Meia .
Mendonça justificou a suspensão ordenada por ele, afirmando que no seu entendimento ,a economia apregoada por Flávio se referia a uma ação administrativa e não a cortes dos auxílios sociais.
Mas esse não foi entendimento da maioria do plenário do TSE.
Agora, o caso voltará à estaca zero. Ainda não há data para o plenário presencial analisar a decisão.
Espera-se que ela ocorra o quanto antes, pois na semana que vem terminará a c ampanha eleitoral.
E aí será tarde demais.
* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG