Dos 270 convidados para a cerimônia religiosa na igreja evangélica, cerca de 90 pessoas driblaram a violência e marcaram presença no enlace
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Dos 270 convidados para a cerimônia religiosa na igreja evangélica, cerca de 90 pessoas driblaram a violência e marcaram presença no enlace

A cada novo levantamento estatístico que aponta o crescimento do segmento evangélico no Brasil, sobretudo entre os jovens, multiplicam-se também os artigos “analíticos”, as “interpretações sociológicas” e os diagnósticos frios que tentam reduzir a obra do Espírito Santo a fenômeno cultural, resposta social ou carência emocional.

Foi o que vimos na recente matéria do teólogo Rodolfo Capler, publicada em um grande veículo de comunicação. 

Um texto que, apesar de aparentemente acadêmico, revela um preconceito velado, uma crítica disfarçada e uma tentativa de desacreditar a autenticidade da fé evangélica.

Neste artigo, desmascaro a narrativa apresentada, refutando ponto a ponto à luz da Palavra de Deus, expondo o que muitos têm medo de dizer: a cruz ainda ofende. E ela sempre ofenderá. Porque o mundo odeia o que não pode controlar.

1. O Crescimento Evangélico Reduzido a Estatísticas

Diz o teólogo:

“Três em cada dez brasileiros com 16 anos ou mais atualmente são evangélicos.”

O que a matéria não entende – ou finge não entender – é que o crescimento da Igreja não é resultado de fatores humanos, mas da soberana ação de Deus na história.

“O Senhor acrescentava todos os dias à igreja aqueles que se haviam de salvar.” (Atos 2:47 – ARC)

A Igreja cresce porque Jesus Cristo ainda salva. Ainda liberta. Ainda transforma. Estatística nenhuma explica o novo nascimento. É um milagre, não marketing.

2. Atribuir a fé à pobreza como se fosse fuga social

Diz o teólogo:

“A adesão dos jovens se dá principalmente entre as classes mais baixas…”

Reduzir o evangelho à necessidade material é zombar da cruz. Jesus não veio fazer política social. Ele veio morrer por pecadores. E é por isso que os pobres, ricos, leigos e intelectuais  crêem: porque sabem que precisam d’Ele.

“Porque vede, irmãos, a vossa vocação… Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.” (1 Coríntios 1:26-27 – ARC)

O Evangelho é escândalo para os sábios deste mundo. Mas é vida para os quebrantados de coração. Não é carência. É revelação.

3. A Atração pela estética e pela música como razão da fé

Diz o teólogo:

“Nas igrejas evangélicas, canta-se rap, funk, sertanejo, rock…”

A adoração não é estética — é em espírito e verdade (João 4:24). O jovem não permanece no Evangelho por causa da música, mas porque foi confrontado com a cruz e renasceu para Deus.

“Porque a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Romanos 10:17 – ARC)

A música pode ser instrumento, mas jamais o fundamento da fé. A fé vem pela Palavra, não pela batida nem pelo estilo musical. 

4. O Evangelho centrado no indivíduo: a sedução do ego

Diz o teólogo:

“Os membros das gerações Y e Z são narcisistas. Por isso se identificam com o discurso evangélico centrado no indivíduo.”

Refutação Bíblica:

O verdadeiro Evangelho não exalta o ego — muito pelo contrário, crucifica o ego.

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim…” (Gálatas 2:20 – ARC)

O evangelho pregado nas igrejas fiéis não afaga vaidades, não fortalece egos frágeis, mas chama ao arrependimento e à morte do eu. 

Essa insinuação só serve para igrejas que, de fato, distorcem a mensagem. Mas generalizar é ofensa contra o Corpo de Cristo.

5. A Igreja como se fosse apenas uma ONG informal de assistência social

Diz o teólogo:

“As igrejas ocupam os espaços deixados pelo Estado, oferecendo cestas, cuidando dos dependentes e intermediando conflitos.”

Para mim isso não é uma opinião. Isso é testemunho da presença do Reino.

A Igreja cuida do órfão e da viúva não para substituir o Estado, mas porque isso é mandamento do nosso Senhor:

“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações…” (Tiago 1:27 – ARC)

A Igreja serve, ama, socorre. Mas não troca pão por membresia. 

O pão é dado por amor, e a conversão é obra da graça. 

A crítica, nesse caso, é uma confissão involuntária do impacto do Evangelho nas periferias.

6. Total ausência das palavras: pecado, arrependimento, cruz, santidade. 

Esse é o ponto mais gritante. Em um texto sobre o “evangelicalismo”, não há uma linha sequer sobre a cruz de Cristo, sobre a redenção, o sangue, o novo nascimento.

Sem isso, o texto é vazio, secularizado e tendencioso.

“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (1 Coríntios 1:18 – ARC)

Não há Evangelho sem cruz. Sem arrependimento. Sem novo nascimento. 

Esse silêncio é revelador: é uma tentativa de explicar o sobrenatural com ferramentas materiais.

7. Troca de bordões religiosos como se fosse mera cultura. 

Diz o teólogo:

“‘Nossa Senhora’ virou ‘Só Jesus na causa’.”

As expressões não são o problema. O que importa é se houve transformação real.

Trocar um bordão por outro sem nascer de novo é religiosidade morta. Mas trocar o coração de pedra por um de carne é milagre de Deus.

“E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo.” (Ezequiel 36:26 – ARC)

O cristianismo não é mudança de vocabulário — é transformação de vida.

8. A Omissão da centralidade das Escrituras

Diz o teólogo:

A matéria não menciona a autoridade das Escrituras, a centralidade da pregação bíblica nem o discipulado cristocêntrico. 

A fé evangélica, no entanto, é alicerçada na Palavra de Deus:

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir…” (2 Timóteo 3:16 – ARC)

Sem a Palavra, não há fé verdadeira. E esse silenciamento é estratégico. 

É a velha tentativa de transformar a Igreja em um fenômeno sociológico, e não em um povo redimido pela Palavra Viva.

Em conclusão afirmo: A Igreja de Cristo Continua Viva — e Isso Ofende

O crescimento do povo evangélico não é uma estratégia de marketing. É resultado de vidas regeneradas pela graça de Deus. 

O que a matéria escancara não é apenas desinformação — é resistência espiritual ao Evangelho puro e simples.

Jamais aceitaremos ser reduzidos a um recorte demográfico. 

Somos o Corpo de Cristo. Somos o sal da terra. Somos luz do mundo. 

E por mais que tentem nos diminuir, a Palavra continuará correndo e sendo glorificada (2 Tessalonicenses 3:1).

“Mas a palavra de Deus não está presa.” (2 Timóteo 2:9 – ARC)

Enquanto o mundo tenta explicar o inexplicável, o Espírito Santo segue convencendo o mundo do pecado, da justiça e do juízo. 

E o Evangelho, esse escândalo eterno, ainda salva. Ainda transforma. Ainda vive.

Fonte:

https://veja.abril.com.br/coluna/matheus-leitao/por-que-a-juventude-brasileira-esta-se-tornando-cada-vez-mais-evangelica/

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG

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