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Beto Barata/PR - 21.8.2017
Base governista de Temer pode ser afetada por operação do Ibama no Amapá contra madeireiros

Não é só a provável segunda denúncia que vem aí pela caneta do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.

O presidente Michel Temer deve antecipar sua volta da China para apagar incêndio causado pela operação do Ibama no Amapá contra madeireiros – dois problemas em um: para piorar a situação, entraram na linha os mineradores ligados a deputados.

Numa frente, há uma batalha velada entre o ex-presidente José Sarney, que defende os empresários aliados a prefeitos, e parte da bancada ruralista na Câmara. O ex-presidente quer a cabeça de Suely Araújo, presidente do Ibama, mas ela é protegida de uma frente suprapartidária do Norte e Nordeste.

Em outra frente, parte dos mesmos deputados também está insatisfeita com o recuo de Temer sobre a manutenção da Reserva Nacional do Cobre e Associados, entre o Amapá e Pará.

No caso do Ibama, Sarney ligou para o presidente interino, Rodrigo Maia, pedindo a cabeça da presidente do instituto. A situação, fora do controle, chegou a Temer num telefonema de Brasília a Pequim.

A Coluna revelou o imbróglio com o desabafo do superintendente do Ibama no Amapá, Leonardo Melo. Ele acusa uma subordinada – ex-superintendente no Estado – aliada da presidente Suely, de atropelá-lo numa operação que fechou as madeireiras, sem o seu conhecimento.

Temer terá de se superar a articulação política para manter sua base sem desagradar a nenhum dos lados. Ele precisa de todos os votos da base governista para a eventual nova denúncia do PGR.

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