
Poucas instituições brasileiras chegam aos 81 anos, e menos ainda chegam a essa idade em ascensão. É nessa posição afortunada que está a Geap: no último 29 de setembro, chegamos a uma idade de quem já viu muito, mas vivendo a fase de quem começa um novo ciclo.
Conhecer nossas conquistas é a maneira mais eficaz de preservá-las e de avançar. Os servidores públicos e suas famílias, razão de existir da Geap, têm o direito de saber de onde partimos, onde estamos e para onde vamos.
De 2013 a 2023, tivemos perda de beneficiários. A partir daí, a curva mudou de direção. O resultado aparece primeiro na carteira. Em menos de 4 anos, a Geap registrou um crescimento de 51,6%. Avançamos 9% em 2023 e cerca de 15% em 2024, as maiores taxas de crescimento já registradas pela operadora. A confiança voltou também do lado de quem patrocina o plano. Hoje são 311 órgãos conveniados, incluindo União, órgãos do Judiciário, Ministérios Públicos, Tribunais, Prefeituras, Câmara dos Deputados e outras centenas de empresas públicas.
Crescer só faz sentido se o atendimento acompanha. E essa conquista é indiscutível: o prazo de atendimento caiu de 60 para 30 dias. Nos últimos meses, a Geap fez a maior expansão de rede de sua história. Com parcerias de reciprocidade com Unimed Nacional (CNU), CASSI, Amil Total Care, Rede Américas e Hapvida, passamos a contar com mais de 150 mil prestadores credenciados em todo o país, entre clínicas, médicos, laboratórios e hospitais. Hoje, a rede Geap é aceita em 78 dos 120 melhores hospitais do Brasil.
O sinal mais concreto desta nova fase está no bolso do beneficiário. No convênio com a União, os reajustes de 2023 e 2024 ficaram abaixo dos indicadores de referência. Em 2026, os planos Basic e Class tiveram reajuste de 4,68%, também abaixo deles. E, pela primeira vez na sua história, em 2024, a Geap reduziu valores, para quem já é beneficiário e para quem está chegando.
Nada disso se faz sozinho. A recuperação da Geap acontece num ambiente de cooperação institucional com os governos federal, estaduais e municipais, órgãos da Justiça e empresas públicas, que passaram a tratar a saúde dos servidores como parte da valorização do serviço público. O descongelamento do per capita devolveu fôlego às famílias e previsibilidade ao sistema. Diálogo respeitoso, regras claras e responsabilidade de parte a parte: é assim que governo e autogestão devem se relacionar.
Registro também o trabalho de nossos conselheiros, patrocinadores, colaboradores e, especialmente, a dedicação de nossos prestadores, com toda a nossa rede de clínicas, laboratórios e hospitais, responsáveis pelo relacionamento com os beneficiários. Foram eles que sustentaram essa virada no dia a dia, longe dos holofotes e perto das pessoas.
Ainda há muito a melhorar. Há regiões onde a rede precisa crescer, processos que podem ser mais simples e um atendimento que queremos tornar cada vez mais ágil e humano. Importante ressaltar que a Geap cuida de 620 centenários, e 50% da nossa carteira tem mais de 59 anos. Não escondemos nossos desafios. Eles orientam nossas prioridades para os próximos anos.
Aos 81 anos, a Geap é maior, mais próxima e mais acessível do que era há três anos. E, sobretudo, voltou a ter futuro, um futuro que vamos construir ao lado de quem dá sentido à nossa história: o servidor público.
Douglas Figueredo, presidente da Geap Autogestão em Saúde
* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG