Greta
Wikimedia Commons/Anders Hellberg
Greta Thunberg é convidada para a pré-COP26


O ministro do Meio Ambiente da Itália, Sergio Costa, convidou a ativista sueca Greta Thunberg para um evento em Milão, entre 28 e 30 de setembro, que servirá de preparação para a cúpula climática da ONU em 2020, a COP26.

O encontro deve reunir cerca de 400 jovens de até 29 anos e provenientes de 197 países, com o objetivo de elaborar propostas para a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que acontecerá em Glasgow, no Reino Unido, entre 9 e 19 de novembro.

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"Hoje [5], no Conselho da União Europeia, encontrei Greta Thunberg. Contei a ela sobre o #YouthForClimate [Juventude pelo Clima], evento de jovens para a COP26 que estamos organizando, e a convidei a participar. O futuro é deles, nós temos o dever de escutá-los e de construir a mudança juntos", disse Costa.

Thunberg lidera um movimento global contra a crise climática e promove greves estudantis todas as sextas-feiras. Quando esteve na Itália, em dezembro passado, a ativista levou cerca de 5 mil pessoas às ruas de Turim.

Sua luta contra o aquecimento global lhe rendeu o título de "personalidade do ano" da revista americana Time e a tornou alvo de líderes de extrema direita, como Donald Trump e Jair Bolsonaro.

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Impasse

A COP25, realizada em Madri, na Espanha, terminou sem acordo sobre a regulação global do mercado de créditos de carbono, discussão que foi adiada para a cúpula de Glasgow. Esse modelo de negócios permite que países que superem suas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), vendam o crédito excedente para nações mais poluentes.

O mecanismo é criticado por ambientalistas, que temem que os créditos de carbono se tornem uma espécie de carta branca para países poluentes não reduzirem suas emissões.

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Nações com vastas coberturas florestais, como o Brasil, queriam estabelecer um sistema de dupla contagem, ou seja, os créditos gerados pela redução das emissões seriam contabilizados tanto para quem cede quanto para quem compra, mas essa condição foi rejeitada por uma ala liderada pela União Europeia.

"É melhor ficar sem acordo do que ter um acordo ruim, mas que depois seja vinculante e comprometa todo o resto", afirmou Costa na ocasião. 

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