Greta diz que "nada foi feito" pelo clima, critica imprensa e cobra países ricos

Ativista ambiental de 17 anos participou de painel sobre mudanças climáticas no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça

Foto: Reprodução/Twitter Greta Thunberg
Greta Thunberg está participando do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça


A ativista ambiental sueca Greta Thunberg discursou nesta terça-feira (21) no Fórum Econômico Mundial de Davos , na Suíça, e voltou a afirmar que o mundo "não fez nada" para conter o aquecimento global e as mudanças climáticas.

Esse foi o primeiro pronunciamento da jovem de 17 anos em um evento de líderes mundiais desde setembro passado, quando ela participou de uma reunião climática da ONU em Nova York

"Ninguém esperava, mas há uma maior consciência e a mudança climática virou um tema 'quente'. Mas, sob outro ponto de vista, nada foi feito, as emissões de CO2 não diminuíram, e esse é nosso objetivo", disse Thunberg durante um painel sobre mudanças climáticas em Davos .

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Acompanhada de outros jovens ativistas, a sueca cobrou que a ciência seja colocada no "centro dos debates" e também lançou críticas contra a imprensa. "As pessoas morrem por causa das mudanças climáticas, e uma mínima fração de grau centígrado de aquecimento já é importante. Mas não acho que tenha visto um único veículo de imprensa falar sobre isso", afirmou.

Ricos têm que dar exemplo

Segundo Thunberg , os países de primeiro mundo devem alcançar a neutralidade nas emissões de poluentes "o quanto antes". "Os países ricos devem chegar ao objetivo de zero emissão muito mais rapidamente e ajudar os países pobres", cobrou.

A sueca ganhou notoriedade por liderar greves estudantis às sextas-feiras para protestar em frente ao Parlamento de seu país em defesa do meio ambiente. Seu movimento, o "Fridays for Future" ("Sextas-feiras pelo futuro", em tradução livre), se espalhou pelo mundo e fez a ativista virar alvo de governantes céticos sobre as provas científicas do aquecimento global, como Donald Trump e Jair Bolsonaro. (ANSA)