Brigadistas em floresta
Reprodução/Instagram
Voluntários foram acusados com base em depoimentos de partes interessadas na prisão deles

Um militar ouvido no inquérito da Polícia Civil do Pará que investiga os quatro brigadistas da APA (Área de Proteção Ambiental) de Alter do Chão , em Santarém , por supostos incêndios criminosos em florestas disse que fez a acusação contra os voluntários "em tom de brincadeira".

Militar da reserva e membro da Ares (Associação dos Reservistas de Santarém), Jean Carlos Leitão, deu a declaração em entrevista na manhã desta quinta-feira (26) à rádio Guarani FM e ainda afirmou que a suspeita que ele tinha foi levantada em um "momento de descontração".

"Eu disse que a gente estava lá conversando entre nós e surgiu essa conversa lá no meio do pessoal: 'será que não foram esses caras que tocaram fogo aí?'. E foi até em tom de brincadeira que todo mundo estava, num momento de descontração", contou Leitão.

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Durante a entrevista, concedida ao programa Cartas na Mesa , o militar foi questionado se acredita que os brigadistas são culpados e ele negou que tenha acusado os brigadistas de crime.

"Não tenho envolvimento algum nessa questão de afirmar, até porque eu não vi. O que eu não vejo, eu não tenho como afirmar nada em relação a isso. Eu não sei, não tenho absolutamente ideia, entendeu? Se foi criminoso ou não foi criminoso. Inclusive no meu depoimento deixo isso claro", afirmou.

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No entanto, de acordo com o relato prestado ao inquérito, ao qual o jornal Folha de S. Paulo , teve acesso, Leitão afirma ter visto os brigadistas "saindo do meio do mato" e gritando que tinha visto fogo. O militar ainda dá as descrições físicas em seu depoimento.

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