Greta Thunberg
Reprodução/Instagram Greta Thunberg
Greta Thunberg

A ativista sueca Greta Thunberg rejeitou, nesta quarta-feira (30), o prêmio ambiental do Conselho Nórdico, argumentando que o movimento precisa que os políticos e as pessoas com poder ouçam a ciência.

"Agradeço ao Conselho Nórdico por esta distinção. É uma grande honra. Mas o movimento pelo clima não precisa de mais prêmios. O que precisamos é que os líderes e os políticos ouçam a melhor ciência disponível", afirmou Greta Thunberg numa mensagem publicada nas redes sociais.

A adolescente sueca de 16 anos foi distinguida numa cerimônia em Estocolmo do Conselho Nórdico, uma instituição regional para a cooperação interparlamentar. Escolheram Thunberg por dar "nova vida" ao debate sobre o meio ambiente e o clima e inspirar milhões de pessoas a exigir ações concretas dos governos.

Leia também: MPF lista 10 pontos para mostrar que governo mente sobre óleo no Nordeste

Na cerimônia, uma representante de Thunberg anunciou que a ativista não iria aceitar o prêmio, nem o valor que é entregue aos homenageados: quase 47 mil euros.

Nas redes sociais, a jovem explicou as razões, acompanhadas de críticas. “Os países nórdicos têm grande reputação em todo o mundo quando se trata de questões climáticas. Não há falta de palavras bonitas. Mas quando falamos das nossas emissões reais e a nossa pegada ecológica per capita (…) é uma história totalmente diferente”.

Ver essa foto no Instagram

I have received the Nordic Council’s environmental award 2019. I have decided to decline this prize. Here’s why: “I am currently traveling through California and therefore not able to be present with you today. I want to thank the Nordic Council for this award. It is a huge honour. But the climate movement does not need any more awards. What we need is for our politicians and the people in power start to listen to the current, best available science. The Nordic countries have a great reputation around the world when it comes to climate and environmental issues. There is no lack of bragging about this. There is no lack of beautiful words. But when it comes to our actual emissions and our ecological footprints per capita - if we include our consumption, our imports as well as aviation and shipping - then it’s a whole other story. In Sweden we live as if we had about 4 planets according to WWF and Global Footprint Network. And roughly the same goes for the entire Nordic region. In Norway for instance, the government recently gave a record number of permits to look for new oil and gas. The newly opened oil and natural gas-field, ”Johan Sverdrup” is expected to produce oil and natural gas for 50 years; oil and gas that would generate global CO2 emissions of 1,3 tonnes. The gap between what the science says is needed to limit the increase of global temperature rise to below 1,5 or even 2 degrees - and politics that run the Nordic countries is gigantic. And there are still no signs whatsoever of the changes required. The Paris Agreement, which all of the Nordic countries have signed, is based on the aspect of equity, which means that richer countries must lead the way. We belong to the countries that have the possibility to do the most. And yet our countries still basically do nothing. So until you start to act in accordance with what the science says is needed to limit the global temperature rise below 1,5 degrees or even 2 degrees celsius, I - and Fridays For Future in Sweden - choose not to accept the Nordic Councils environmental award nor the prize money of 500 000 Swedish kronor. Best wishes Greta Thunberg”

Uma publicação compartilhada por Greta Thunberg (@gretathunberg) em


“Na Suécia, vivemos como se houvesse quatro planetas, de acordo com a WWF e a Global Footprint Network. E quase o mesmo se aplica a toda a região nórdica”, alerta Thunberg. “O fosso entre o que a ciência exige (…) e a política que governa os países nórdicos é gigante”, reforçou.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários