Tamanho do texto

O estado do Amazonas registrou 1.699 focos de calor nos primeiros sete meses do ano, dos quais 80% (1.372) aconteceram somente do mês de julho

Planeta

amazonas arrow-options
Reprodução/Daniel Beltrá/Greenpeace
Nos últimos anos, o Brasil voltou a aumentar suas emissões de gases do efeito estufa na atmosfera

O governo do Amazonas decretou situação de emergência por conta de queimadas não autorizadas e desmatamento na região metropolitana de Manaus e no Sul do estado.

Leia também: Amazônia:  a tomada do Brasil, os índios e o futuro da humanidade

Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o Amazonas registrou 1.699 focos de calor nos primeiros sete meses do ano, dos quais 80% (1.372) aconteceram somente do mês de julho, quando se iniciou o período de seca.

 O decreto que declara situação de emergência foi assinado pelo governador em exercício, o vice-governador Carlos Almeida (PRTB), na sexta-feira (2) e ficará em vigor por 180 dias.

Leia também: Desmatamento na Amazônia cresceu 50% em 2019

“A medida que estamos adotando tem por objetivo conter desmatamentos e queimadas, que degradam a floresta, o nosso maior ativo, como as queimadas , mais comuns nesse período do ano, que chamamos de verão amazônico”, declarou o governador em nota.

Segundo dados do Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), sistema do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o desmatamento na Amazônia em julho deste ano teve crescimento de 278% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Leia também: "Peixe gigante" nativo da Amazônia é encontrado morto na Malásia

Segundo o decreto, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) vai coordenar a articulação com os demais órgãos públicos para definir e executar estratégias de combate ao desmatamento ilegal e às queimadas não autorizadas. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) será responsável pela operação das estratégias.