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Pesquisadores trabalhando na Antártida acreditam que geleiras de 1,5 milhão de anos poderão explicar plenamente aspectos climáticos do passado

BBC

Uma equipe de cientistas está trabalhando na Antártida para encontrar a geleira mais antiga do mundo. Eles querem perfurar o gelo e retirar amostras que permitam descobrir rastros das mudanças climáticas do passado.

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A ideia do grupo é tentar estender o conhecimento que se tem do clima passado.

"Nós temos um excelente registro sobre o que aconteceu no clima nos últimos 800 mil anos, mas ainda há aspectos que não conseguimos explicar plenamente”, disse Robert Mulvaney, que faz parte do grupo de pesquisas britânico sobre a Antártida (BAS, na sigla em inglês).

"Estudando geleiras que tem 1,5 milhão de anos, isso poderá nos dar a convicção de que realmente entendemos bem o sistema climático, que podemos ter certeza absoluta de que o que estamos projetando para as próximas centenas de anos se baseia em um estudo completo e no conhecimento da Ciência", disse ele à BBC.

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Uma análise química de um pedaço de gelo antigo pode trazer várias informações sobre como era o clima na região no passado – e como ele foi mudando ao longo dos séculos.

Quando o gelo é trazido à superfície, ele é cortado em pedaços para ser estudado. Até elementos químicos presos em bolhas de ar entre flocos de neve são examinados minuciosamente. Dessa forma, cientistas são capazes de mapear as temperaturas e a atividade solar de séculos passados.

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Espera-se que esses dados ajudem os cientistas a fazer previsões mais precisas sobre como as condições climáticas no planeta podem se desenvolver no futuro.

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