Eclipse lunar nesta semana: saiba como observar no Brasil

Fenômeno ocorre na madrugada de sexta-feira (28) e terá pico às 1h12, quando 93% da Lua estará coberta pela sombra da Terra

Eclipse lunar parcial de 2016 visto da Argentina
Foto: WikiCommons
Eclipse lunar parcial de 2016 visto da Argentina

Um eclipse lunar parcial  poderá ser observado em todo o Brasil na transição entre quinta-feira (27) e sexta-feira (28) . O fenômeno deve atingir o ponto máximo às 1h12, quando cerca de 93% do disco lunar estará encoberto pela sombra da Terra .

O evento poderá ser acompanhado a olho nu, desde que as condições do tempo permitam. Para ter uma experiência melhor, a recomendação é procurar locais com céu aberto e pouca poluição luminosa.

Veja os horários do eclipse lunar

O eclipse começa ainda na noite de quinta-feira (27). A Lua vai progressivamente entrar na região de sombra projetada pela Terra.

Confira os principais momentos:

  • 23h33: início do eclipse parcial;
  • 23h58: 25% da Lua estará coberta;
  • 0h23: 50% do disco lunar estará coberto;
  • 0h44: 75% da Lua estará coberta;
  • 1h12: momento máximo, com 93% da Lua encoberta;
  • 2h51: previsão de término do eclipse.

O fenômeno será visível em diferentes regiões do país, mas a observação dependerá principalmente das condições meteorológicas e da presença de nuvens.

Por que acontece o eclipse lunar

O eclipse lunar ocorre quando a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua, fazendo com que o planeta projete sua sombra sobre o satélite natural.

Como o fenômeno acontece durante a Lua cheia, é possível perceber o brilho lunar diminuindo à medida que a sombra terrestre avança sobre sua superfície.

No entanto, no eclipse de agosto a Lua não ficará totalmente coberta. Por isso, o fenômeno é classificado como eclipse lunar parcial.

Lua pode ficar avermelhada

Durante o eclipse, uma parte da Lua poderá adquirir uma tonalidade avermelhada. O efeito é associado ao mesmo fenômeno que produz o chamado Lua de Sangue .

Sequência de imagens mostra as diferentes fases de um eclipse lunar total até o momento da “lua de sangue”, quando a Lua fica avermelhada ao ser totalmente encoberta pela sombra da Terra
Foto: Divulgação/Nasa
Sequência de imagens mostra as diferentes fases de um eclipse lunar total até o momento da “lua de sangue”, quando a Lua fica avermelhada ao ser totalmente encoberta pela sombra da Terra


Isso acontece porque a atmosfera terrestre filtra parte da luz solar e desvia outra parcela em direção à Lua. As cores próximas ao vermelho conseguem atravessar a atmosfera com maior facilidade, podendo dar ao satélite essa aparência característica.

Apesar de 93% da Lua estar na sombra no momento máximo, uma pequena parte permanecerá diretamente iluminada.

Como observar o eclipse lunar

Não é necessário utilizar equipamentos especiais para acompanhar um eclipse lunar. O fenômeno pode ser observado a olho nu, diferentemente de um eclipse solar, que exige cuidados específicos para evitar danos à visão.

Para aumentar as chances de uma boa observação, especialistas recomendam:

  • escolher um local com céu aberto;
  • evitar áreas com muita iluminação artificial;
  • verificar a previsão do tempo;
  • chegar ao local antes do início do fenômeno;
  • utilizar binóculos ou telescópios, se disponíveis, para observar detalhes da superfície lunar.

O principal momento para quem quiser acompanhar o eclipse será às 1h12 da madrugada de sexta-feira (28), quando a cobertura chegará aos 93%.

Eclipse também provoca mudanças na temperatura da Lua

Durante o fenômeno, a superfície lunar que estiver deixando de receber diretamente a radiação solar poderá sofrer uma queda significativa de temperatura.

Segundo o astrônomo Emerson Roberto Perez, regiões da Lua iluminadas pelo Sol podem alcançar temperaturas entre 100 °C e 120 °C, enquanto áreas sem iluminação direta podem chegar a aproximadamente -120 °C.


A mudança não ocorre de forma instantânea. De acordo com a explicação do especialista, a estimativa é de que a superfície lunar leve cerca de uma hora para perder parte significativa do calor acumulado.