Arqueólogos descobrem 'Livro dos Mortos' enterrado há 3.500 anos

Os pesquisadores descobriram cemitério milenar no Egito com artefatos valiosos

Papiro com trecho do Livro dos Mortos
Foto: Reprodução
Papiro com trecho do Livro dos Mortos
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Arqueólogos  descobriram no Egito um cemitério perdido, datado de aproximadamente 3,5 mil anos, que abriga artefatos valiosos que incluem múmias,  estátuas e um pergaminho de 13 metros contendo trechos do chamado "Livro dos Mortos" .

O objeto foi encontrado na região conhecida como Al-Ghuraifa , de acordo com publicação do portal Indy 100 . Mostafa Waziry, então secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, afirmou que o  manuscrito está “em bom estado de conservação”.

O texto, parte fundamental da tradição funerária egípcia, tinha como objetivo orientar o falecido na jornada para o além.

Livro dos Mortos

O "Livro dos Mortos" é um termo moderno dado a coleção de textos funerários do Antigo Egito, que na crença da época servia como guia das almas pelo submundo.

Originalmente chamado de "Livro da Saída para a Luz do Dia", segundo a tradução mais aceita entre os arqueólogos, ele reúne fórmulas e encantamentos destinados aos mortos e, por vezes, trechos eram colocados junto ao corpo durante o sepultamento.

Descoberta

Datado do período do Novo Império (cerca de 1550 a 1070 a.C.), o cemitério revelou, nas escavações de 2023, um pergaminho e um vasto conjunto de artefatos, incluindo múmias, sarcófagos, amuletos e dezenas de estatuetas shabti ou ushabti . Segundo a crença dos antigos egípcios, os objetos serviriam ao falecido na vida após a morte.


Também foram encontrados jarros canópicos, usados para armazenar órgãos retirados durante o processo de mumificação, e restos de sarcófagos de pedra que originalmente abrigavam caixões de madeira.

Para Lara Weiss, diretora do Museu Roemer e Pelizaeus, na Alemanha, e estudiosa do Livro dos Mortos, trata-se de um achado notável. “Se for realmente tão longo e estiver bem preservado, é certamente uma descoberta grande e interessante”, afirmou ao site Live Science.