Reis Magos teriam sido atraídos por um fenômeno nunca mais visto no céu. Além disso, cientistas defendem que evento não ocorreu em dezembro

Reis Magos teriam sido atraídos até Jesus por um fenômeno único, que ocorreu no ano 6 a.C, e nunca mais se repetiu
Reprodução/Wikipedia
Reis Magos teriam sido atraídos até Jesus por um fenômeno único, que ocorreu no ano 6 a.C, e nunca mais se repetiu

A famosa história bíblica da viagem dos Três Reis Magos do Oriente, que viajaram durante dias para conhecer o menino Jesus, recém-nascido, sendo guiados pela “Estrela de Belém” parece ter sido, finalmente, explicada pela ciência: segundo uma teoria, o que ocorreu foi, em realidade, um alinhamento bastante raro dos planetas – que ocorreu no ano 6 a.C.

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Apesar de a explicação ter sido lançada recentemente, ela não é nova. Antigos astrônomos, como o alemão Johannes Keppler, grande nome da ciência do século XVII, já falaram sobre isso. Recentemente, sendo o último cientista a estudar o fenômeno da estrela de Belém e o nascimento de Jesus Cristo, o astrofísico Grant Mathews, da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, apresentou sua pesquisa recentemente na instituição, afirmando ter ocorrido fenômeno excepcional "no céu" no ano 6 a.C. 

Mathews estudou dados históricos, astronômicos e bíblicos para chegar à conclusão de que o fenômeno que teria guiado os magos, sacerdotes da religião da Antiga Pérsia, o zoroastrismo, foi uma conjunção de planetas, algo extremamente raro. Aliás, isso foi algo nunca mais observado no céu. Segundo o astrofísico americano, na conjunção estavam o Sol, a Lua e Saturno na constelação de Áries, Vênus em Peixes e Marte e Mercúrio na de Touro.

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Ainda de acordo com o estudo de Mathews, o equinócio de primavera, naquela época, estava na constelação de Áries. Assim, os especialistas em astronomia, como seria o caso dos Reis Magos do Oriente, o evento deve ter sido bastante simbólico. A presença de Júpiter e da Lua indicava o nascimento de um grande personagem, enquanto a de Saturno apontava a simbologia à vida, assim como a presença de Áries no equinócio da primavera (do Hemisfério Norte), indicando o início da estação.

“O símbolo de um nascimento real na Judeia, onde estaria Jesus Cristo, deve ter sido visto pelos magos na conjunção ao leste”, afirmou o astrofísico, o que foi apontado como a tal "estrela de Belém". Ademais, pelos estudos mais recentes do fenômeno bíblico, de acordo com o pesquisador do Instituto Nacional de Astrofísica de Roma, Vito Polcaro, o nascimento de Jesus não aconteceu em dezembro, conforme acreditam os cristãos, mas antes, no outono (ou primavera no Hemisfério Sul), quando os pastores ainda dormiam a céu aberto.

 *As informações são da Ansa

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