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Foto foi tirada a 4,3 milhões de quilômetros do Planeta Terra e retrata Júpiter com três das quatro luas que cercam o planeta

Juno está ganhando distância do planeta do planeta, mas volta a se aproximar em agosto
Nasa
Juno está ganhando distância do planeta do planeta, mas volta a se aproximar em agosto


A sonda norte-americana Juno enviou para a Terra sua primeira foto de Júpiter desde que, na semana passada, entrou na órbita do maior planeta do Sistema Solar. A imagem mostra o planeta parcialmente iluminado pela luz do sol, junto com três de suas chamadas grandes luas – Io, Europa e Ganímedes. O outro quarto grande satélite natural, Calisto, está fora do enquadramento.

A foto foi tirada no último domingo (10), quando a sonda estava a 4,3 milhões de quilômetros de distância do planeta. Juno está atualmente ganhando distância do planeta em sua órbita, mas voltará a se aproximar dele em agosto, o que possibilitará imagens melhores e mais detalhadas.

No momento, os cientistas estão satisfeitos em saber que o equipamento da sonda está funcionando depois de enfrentar o ambiente altamente radioativo de Júpiter durante as manobras de inserção na órbita, em 5 de julho.

O comando da missão está testando todo os instrumentos de Juno para checar seu status. A sonda passará por meses de calibragem e ajustes do equipamento antes de começar o período mais "sério" de estudos de Júpiter, em outubro. Este será o mês em que a sonda fará uma nova manobra que a colocará em uma órbita mais próxima ao planeta, durante 14 dias.

A espaçonave dará 30 voltas ao redor de Júpiter, e em muitas das passagens ficará a menos de 5.000 km de distância. Na imagem enviada para a Terra, ficam evidentes as camadas atmosféricas de Júpiter. Também pode-se notar a Grande Mancha Vermelha – uma tempestade de proporções colossais que há centenas de anos ocorre no planeta.

Nos próximos 18 meses, Juno tentará entender como Júpiter "funciona". Os cientistas querem estudar o interior do planeta. Suspeita-se que sua estrutura e composição química contêm pistas fundamentais sobre a formação do planeta, há 4,5 bilhões de anos.