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Outros esqueletos também foram descobertos abraçados no local em meio ao desastre que ocorreu no país há 4 mil anos

O abraço amoroso de uma mãe e seu filho durou 4 mil anos de acordo com arqueólogos chineses que encontraram os esqueletos entrelaçados em um sítio arqueológico. As informações são do site "Daily Mail".

Mãe provavelmente morreu tentando proteger o filho durante um terremoto na China em 2000 a.C.
Reprodução/Youtube
Mãe provavelmente morreu tentando proteger o filho durante um terremoto na China em 2000 a.C.

A mãe parece tentar proteger o filho de um forte terremoto que atingiu a província de Qinghai, no centro da China, em cerca de 2000 a.C. (antes de Cristo). Especialistas acreditam que o local foi destruído após terremoto e inundações do Rio Amarelo, mas ainda estão tentando compreender a dimensão exata do desastre.

No entanto, a catástrofe pode ter dizimado todo o assentamento, levando a comparações com Pompéia - embora o local, conhecido como Lajia – seja 2.000 anos mais velho que a antiga cidade romana.

Fotografias dos restos humanos mostram a mãe olhando para cima enquanto se ajoelha no chão com os braços ao redor de seu jovem filho. Arqueólogos dizem acreditar que a criança era um menino. Outro par de esqueletos também foi encontrado abraçado no mesmo local, desta vez deitado no chão. Outros restos mortais também foram descobertos juntos. 

O local incrivelmente bem preservado pinta um quadro trágico de pessoas que tentam ficar próximos das respectivas famílias em meio a um terremoto terrível. O Lajia é o maior sítio de escavação de desastres na China e foi descoberto no ano 2000.

Outros restos mortais abraçados também foram descobertos no mesmo local
Reprodução/Youtube
Outros restos mortais abraçados também foram descobertos no mesmo local

O local da escavação é de particular importância histórica, pois detém pistas para uma civilização da Idade do Bronze que viveu na região do alto rio Amarelo. A equipe de arqueólogos apresentou suas descobertas em uma coletiva acadêmica na província de Gansu, noroeste da China, no início deste mês. Os esqueletos estão agora em exposição no Museu Lajia Ruins.

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