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Com ajuda de supertelescópios, astrônomos de outros países confirmam que corpo celeste é mesmo planeta a mil anos-luz

Quando tinha 15 anos, o britânico Tom Wagg ficou empolgado ao saber que faria um estágio em um observatório. Mal ele sabia que logo no terceiro dia de "trabalho" ele iria descobrir... um planeta novo.

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Cientistas estrangeiros confirmaram que o corpo celeste descoberto pelo garoto é mesmo um planeta, que está a mil anos-luz
Reprodução/BBC
Cientistas estrangeiros confirmaram que o corpo celeste descoberto pelo garoto é mesmo um planeta, que está a mil anos-luz

Agora, dois anos depois de sua descoberta, cientistas de várias partes do mundo reuniram dados para provar que o corpo celeste descoberto pelo garoto é mesmo um planeta. E agora, há uma competição para escolher seu nome. "Eu fiquei superempolgado", diz Tom, sobre sua descoberta.

Ele encontrou o planeta, que está a mil anos-luz, quando estava analisando fotos durante seu estágio no observatório da Universidade Keeke, em Newcastle-under-Lyme, região central da Inglaterra.

O professor da universidade Coel Hellier explicou que Tom estava vendo os arquivos com fotos e informação sobre "candidatos a novos planetas".

Sua tarefa era procurar por pequenos pontos na luz que são gerados com a passagem de um planeta diante de sua estrela.

Caçando planetas

"Era apenas meu terceiro dia quando eu me deparei com um bom candidato, mas eu já tinha olhado mais de mil imagens", conta Tom.

"Parece chato, mas quando você pensa sobre o que está realmente fazendo, é algo muito inacreditável."

O professor Hellier disse que foram necessárias novas observações feitas por supertelescópios do Chile para confirmar a descoberta de Tom. 

Depois disso, o suposto planeta foi estudado por astrônomos da Universidade de Genebra e da de Liede, para confirmar se o tamanho e a massa do corpo celeste realmente correspondiam às de um planeta.

O planeta – que é relativamente grande, do tamanho de Júpiter – está sendo provisoriamente chamado pela sigla WASP-142b, já que é o 142º planeta a ser descoberto pelo grupo de observatórios que leva essa sigla e do qual a Universidade de Keele faz parte. Mas um concurso está em curso para escolher o nome oficial do planeta.

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