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A Universidade de São Paulo e o Instituto Bio-Manguinhos, da Fiocruz, apresentaram ontem durante a 60° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os avanços no desenvolvimento de vacinas contra a dengue. Segundo a pesquisadora Elena Caride Campos, da Fiocruz, a expectativa é que os primeiros testes clínicos do modelo de vacina desenvolvido pela Fiocruz sejam realizados já no próximo ano.

No modelo de pesquisa utilizado pela USP, com uma forma atenuada do vírus da dengue, os pesquisadores já alcançaram 100% de imunologia com os vírus 1 e 2 da doença. Ainda não há resposta efetiva para os tipos 3 e 4, de acordo com informações da SBPC.

A Fiocruz trabalha com a tecnologia de clones infecciosos a partir da vacina da febre amarela. A técnica combina moléculas de DNA de ambos os vírus, substituindo a capa do vírus da febre amarela pelo da dengue. O sistema imunológico reconhece a proteína do vírus e produz os anticorpos para a defesa do organismo. No entanto, são dois os problemas encontrados pelos pesquisadores para o desenvolvimento da vacina: ela precisa conter os quatro tipos de vírus da dengue, DEN 1, 2, 3 e 4, e o homem é o único hospedeiro do vírus. Não há um modelo animal que replique a dengue.

Elena e o professor Expedito Luna, do Instituto de Medicina Tropical da USP, mostraram que há sete tipos de vacinas em andamento no mundo. A multinacional Sanofi Pasteur, que já está realizando testes com seres humanos, conseguiu 100% de imunologia para a doença, a partir da aplicação de três doses da vacina. No caso da USP, a pesquisa está sendo desenvolvida em parceria com o Instituto Butantã, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, o Hospital Johns Hopkins e a Universidade de Berkeley.

AE

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