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Edmilson Alves foi espancado após sofrer um mal súbito e perder controle de ônibus em novembro do ano passado

Policiais Civis de São Paulo realizaram a reconstituição da morte do motorista de ônibus Edmilson Reis Alves, de 59 anos, no bairro parque Santa Madalena, em Sapopemba, na zona leste de São Paulo, neste sábado. O crime ocorreu em 27 de novembro de 2011, depois que o condutor perdeu o controle do veículo e bateu em três carros e três motos. Perto do local, ocorria um baile funk em uma praça. Cerca de 50 pessoas que estavam no local passaram a depredar o ônibus e entraram no veículo para agredir o motorista, que foi espancado até a morte.

Revolta:  'Nem um bicho faria isso', diz mulher de motorista linchado

Com o auxílio de testemunhas, policiais reconstituem a morte do motorista Edmilson Reis Alves
AE
Com o auxílio de testemunhas, policiais reconstituem a morte do motorista Edmilson Reis Alves
Durante o acidente, após perder o controle do veículo e atropelar uma pessoa, o ônibus da Via Sul bater em três carros e duas motos estacionadas na rua. Uma cobradora, que pegava carona, conseguiu puxar o freio de mão e parar o veículo. Segundo a Polícia Civil, 50 frequentadores de uma baile funk que ocorria na região agrediram o motorista e ainda roubaram R$ 25 do caixa do cobrador.

Condutor teria passado mal e perdito controle do veículo. Na foto, ônibus que Alves conduzia
AE
Condutor teria passado mal e perdito controle do veículo. Na foto, ônibus que Alves conduzia
Digeane Alves, 35, mulher de Edmilson Alves disse na segunda-feira (28) estar revoltada e afirmou que “nem um bicho faria isso” . Segundo Digeane, o marido não tinha problema de saúde e talvez tenha tido uma queda de pressão. “A pressão dele era baixa, ele sempre fazia exames e tinha uma alimentação boa”, disse. Questionada sobre se o marido bebia, Digeane se mostrou indignada e afirmou que ele “nunca bebeu”. “Isso é um absurdo. O pior é a covardia”, afirmou durante o velório.

Em cima do caixão de Alves, familiares colocaram uma camisa do Palmeiras. Ele ganharia a camisa nesta terça-feira seguinte, quando completaria 60 anos. Pouco antes do acidente, ela disse que estava com o marido no ônibus e desceu em um ponto um pouco mais cedo do que costuma fazer porque precisava ir ao médico. “Ele estava bem”, completou.

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