Alunos da USP assinam alvará de soltura

As 72 pessoas detidas durante reintegração de posse foram ouvidas e passaram por exame de corpo de delito

Fernanda Simas, iG São Paulo | 08/11/2011 22:44 - Atualizada em 09/11/2011 12:06

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Foto: Agência Estado Ampliar

Alunos fazem assembleia e decidem entrar em greve geral na USP

Os alunos detidos durante reintegração de posse em prédio da reitoria da USP na madrugada desta terça-feira (7) pagaram a fiança e assinaram alvará de soltura. Os estudantes foram encaminhados para fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). No total, R$ 39.240 foram pagos para 72 pessoas - 68 alunos e quatro funcionários.

Os primeiros estudantes começaram a ser liberados às 23h. Um aluno que se identificou como Bruno, do curso de Ciências Sociais, afirmou que a "prisão foi política, sem motivação legal". O último aluno preso deixou o local às 3h45 desta quarta-feira.

Enquanto os estudantes e servidores detidos eram ouvidos pela polícia, cerca de 70 alunos ficaram na frente da delegacia gritando palavras de ordem, como "greve" e "prenderam 73, agora são milhares lutando de uma vez".

Cada vez que um aluno preso passava para o Instituto Médico Legal (IML), ao lado da delegacia, era aplaudido pelos manifestantes. Quando os liberados se reuniam ao grupo, eles exibiam o alvará de soltura enquanto se juntavam ao coro.

Em assembleia realizada na noite desta terça-feira, os estudantes decidiram entrar em greve.  Eles também avaliam se ocupam a reitoria novamente em protesto contra a ação da PM.

Foto: AE

Anúncio da greve na manhã desta quarta-feira na Univrsidade de São Paulo

A polícia retificou o número de detidos de 73 para 72. Todos foram presos em flagrante e indiciados por crimes de desobediência e dano ao patrimônio público e terão que pagar um salário mínimo de fiança.

Além do depoimento, a polícia apresentou um questionário com 12 perguntas sobre a ocupação da universidade. Nenhum dos alunos respondeu a essas perguntas.

Cronologia

O prédio da reitoria da USP foi ocupado após uma assembleia de estudantes decidir pelo cancelamento de outra invasão, no prédio administrativo de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), na noite de terça-feira (1). O primeiro ato ocorreu em protesto pela detenção de três estudantes que estariam fumando maconha no estacionamento na última semana.

Na tarde de quinta (3), a reitoria divulgou imagens das câmeras instaladas no prédio da reitoria que mostram o momento em que várias pessoas forçam o portão e invadem o local.

<span>PM exibe sete garrafas com bombas incendiárias e seis caixas de morteiros apreendidas na desocupação do prédio da USP</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>Estudantes criticam a atuação da PM no câmpus e a retirada dos estudantes da reitoria</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>Estudantes protestam contra a ação Polícia Militar na USP</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>Como a ordem da Justiça não foi cumprida, a PM foi acionada para retirar os estudantes do prédio da reitoria da universidade</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>Operação de reintegração de posse teve início 5h. Alunos foram surpreendidos pela PM</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>Parte dos estudantes que ocupavam a reitoria realizaram protesto contra a presença da Tropa de Choque no local</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>Prédio da reitoria foi cercado pelos 400 agentes da polícia que participaram da ação</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>Tropa de Choque formou um corredor para os alunos que, sem resitência, deixavam o prédio da reitoria</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>Após serem revistados, os estudantes foram detidos e levados ao 91º DP, do Ceasa</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>Alunos chegam ao 91º DP para prestar esclarecimentos. Caso a USP denuncie danos ao prédio, eles podem reponder criminalmente</span> - <strong>Foto: Futura Press</strong> <span>Após a desocupação, polícia autorizou a entrada da imprensa para registrar as condições do prédio</span> - <strong>Foto: AE</strong> <span>No interior da reitoria, policiais encontraram estátua com manifestações dos estudantes contra o atual reitor João Grandino Rodas </span> - <strong>Foto: AE</strong>

 

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