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Paralisação dos aeroportuários teve início na madrugada e deve seguir ao longo do dia em Congonhas; 45.2% dos voos programados sofrem atrasos

Sindicato da categoria realizou manifestação nesta manhã em Congonhas
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Sindicato da categoria realizou manifestação nesta manhã em Congonhas
Os aeroviários de São Paulo entraram em greve nesta madrugada e realizam manifestação reivindicando aumento salarial, nesta quinta-feira, no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Segundo o presidente do Sindicato dos Aeronautas do Município de São Paulo, João Pedro Passos de Souza Leite, a greve foi deflagrada às 4h45 e deve continuar ao longo do dia.

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Decisão judicial: Justiça determina que 80% trabalhe em greve nos aeroportos

"A maior parte dos trabalhadores parados faz parte do apoio em terra, como pessoal de rampa, push-back e descarga", explica. Para João Pedro, "a tentativa de começar a greve nesta quinta-feira, foi para sensibilizar as empresas aéreas para que ofereçam uma nova proposta para os trabalhadores". Segundo ele, a paralisação dos aeroviários no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, deve começar no final da tarde de hoje.

Atrasos

De acordo com a Infraero, os guichês da TAM apresentavam maior volume de passageiros nesta manhã e foi uma das empresas mais afetadas com a paralisação. O órgão estatal confirma a greve da categoria, mas não sabe dizer se os atrasos são reflexos da manifestação dos funcionários.

No balanço das 11h, Congonhas acumulava 45,2% de voos atrasados, ou 34 voos de um total de 80 programados para esse período Outras 12 partidas foram canceladas.

Passageiros são vistos em filas para realizam o check-in. Voos já sofrem atrasos em Congonhas
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Passageiros são vistos em filas para realizam o check-in. Voos já sofrem atrasos em Congonhas

A categoria deve se reunir à tarde, por volta das 13h, no Tribunal Regional do Trabalho para discutir o reajuste com as empresas. Há informação de que os trabalhadores do aeroporto internacional de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, também têm intenção de aderir à paralisação.  A Justiça  determinou que, se houver paralisação, os trabalhadores devem garantir 80% de pessoal trabalhando.

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*com AE e Valor

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