Duplicação da maior ponte de SP atinge 92% de execução

Com investimento de R$ 387,3 milhões, a travessia na SP-333 deve ser entregue no segundo semestre para ampliar a segurança viária do interior

Duplicação da ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona
Foto: Divulgação
Duplicação da ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona

A obra de duplicação da ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona, que passa por cima do Rio Tietê , está com um avanço de 92%, de acordo com a Entrevias Concessionária de Rodovias . A travessia liga os municípios de Novo Horizonte e Pongaí, no interior de São Paulo ; a nova estrutura deve trazer mais fluidez no tráfego e segurança para os motoristas que utilizam a passagem.

A empresa responsável pela obra, afirma que sua conclusão deve acontecer ainda no segundo semestre deste ano . A ponte, inaugurada em 1975, é considerada a maior dentro do estado de São Paulo, e conta com 2,4 quilômetros de extensão; a nova construção fica adjacente à travessia inicial, na rodovia Dr. Mário Gentil (SP-333), entre o km 229 e o km 232.

De acordo com a concessionária, a obra fica no sentido leste da rodovia e contará com duas faixas de rolamento, envolvendo um investimento de R$ 387,3 milhões. A obra conta com 208 vigas pré-moldadas de 74 toneladas, cada uma com 41 metros de comprimento ; quando finalizado, o projeto terá um vão de 125 metros entre a ponte antiga e a nova.

De acordo com o Governo do estado, mais de 1,3 milhão de veículos passaram pela ponte original durante o ano, incluindo o uso da travessia para levar alimentos, uma vez que ela se conecta à Hidrovia Tietê-Paraná . Somente no ano de 2024, 959 mil toneladas de soja, 403 mil toneladas de cana-de-açúcar e 81,5 mil passageiros passaram pelo espaço.


Por mais que esta nova ponte esteja sendo finalizada, a travessia atual não será substituída, passando por obras de revitalização e adaptação para ser utilizada por pedestres e ciclistas .

Preservação

Como parte do novo projeto também exige operações dentro das águas do Rio Tietê , através do uso de balsas e embarcações, a obra adota medidas constantes para evitar a contaminação do rio e do solo que o rodeia, além de preservar a vida dos animais aquáticos .

112, das 124 estacas que compõem a obra e sustentam as novas faixas, ficam dentro do rio.

Para preservar as águas, todo o material retirado dos tubos usados na construção das estacas é separado e decantado, assim, é possível analisar o solo e encaminhar cada sedimento para o descarte adequado, longe do Rio Tietê.

Nas margens, a obra conta com equipes de biólogos e veterinários, que cercam trechos e resgatam peixes antes das intervenções começarem.