Jovem morto pela Polícia Militar foi atingido por 27 disparos

O único objeto encontrado com Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi um celular. O jovem não tinha antecedentes criminais

Gustavo Munis de Santana, de 20 anos
Foto: Reprodução/Instagram
Gustavo Munis de Santana, de 20 anos

Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morreu na madrugada do último sábado (10), após ser baleado por policiais militares em Moema, na Zona Sul de São Paulo. Ao todo,  quatro policiais efetuaram 45 disparos.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 3h para atender a uma ocorrência de tentativa de suicídio. Os policiais encontraram Gustavo em uma passarela . Segundo o relato dos PMs, o jovem colocou a mão na cintura, em uma “postura ameaçadora”, e correu.

Diante da situação, os policiais pediram reforços.

Ainda de acordo com os agentes, Gustavo saiu de uma área escura segurando um objeto. Os policiais, então, atiraram contra ele.

Dos 45 disparos efetuados, 27 atingiram o jovem . Cinco acertaram as pernas, outros cinco atingiram o pescoço e a cabeça, e os 17 restantes atingiram regiões como tórax, braços e pelve.


Segundo o registro da ocorrência, o único objeto encontrado com Gustavo foi “um celular Samsung, de cor escura”. O jovem não tinha antecedentes criminais.

A reportagem do iG entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para obter mais informações sobre o caso e os procedimentos adotados pela Polícia Militar.

Em nota enviada nesta segunda-feira (12), a SSP-SP informou que as polícias Civil e Militar apuram as circunstâncias da morte do jovem.

Os agentes que participaram da ocorrência foram afastados das atividades operacionais, e foi aberto Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos policiais. Todos os procedimentos durante e após a ocorrência serão apurados pela Secretaria de Segurança Pública. A SSP não tolera desvios de conduta dos seus agentes e, constatadas irregularidades, os profissionais serão punidos com rigor. As armas dos policiais e o celular da vítima foram apreendidos para perícia. As imagens registradas pelas câmeras corporais durante a ação também foram solicitadas para análise.
Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP)


O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).