
A Avenida Paulista pode receber um megashow internacional já neste segundo semestre do ano, após a Prefeitura de São Paulo conquistar, nesta terça-feira (11), uma vitória decisiva para ampliar o calendário de grandes eventos na rua mais famosa da capital.
A conquista se dá após o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) rejeitar por unanimidade, os recursos que tentavam barrar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo .
Agora, com a validação do acordo, a gestão municipal deve retomar as negociações com produtoras e empresas para tentar firmar a produção do show com uma atração global para se apresentar no cartão-postal da cidade.
Como funciona o acordo
O Termo de Ajustamento de Conduta foi assinado em 24 de fevereiro e abriu espaço para mais dois eventos de grande porte na Avenida Paulista, além dos já tradicionais Réveillon, Corrida de São Silvestre e Parada LGBT+ . Após a assinatura, o termo seguiu para homologação no Conselho Superior do Ministério Público, onde enfrentou recursos contrários.
Este TAC estabelece uma série de condições, impostas pelo Ministério Público, para a realização dos eventos, entre eles estão: apresentação de Plano de Dispersão Orientada, Plano de Segurança e Evacuação, e Plano de Gerenciamento de Multidão, em conjunto com as empresas de mobilidade urbana da cidade; atendimento de saúde com protocolo de emergência gerenciado com hospitais da região; contratação de auditoria independente; oferta de ilhas de hidratação, zonas de descanso e banheiros químicos; áreas e ferramentas de acessibilidades, entre outros.
Cada produtor deverá assinar um TAC individual replicando essas exigências dispostas no documento original, além da determinação dos eventuais custos e danos para o organizador.
Quanto aos custos, o documento repassa os valores, e caberá aos organizadores e promotores arcarem com a montagem, cachês, limpeza e segurança privada do evento. Além disso, os mesmos devem arcar ainda com um seguro de responsabilidade civil para cobrir eventuais danos ao patrimônio. O descumprimento das medidas pode gerar multa de R$ 100 mil.
Artistas em negociação
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) reconheceu, nesta quarta-feira (12), que o aguardado megashow gratuito na Avenida Paulista não deve acontecer em 2026, ficando programado para o próximo ano. A principal razão é a indisponibilidade de agenda dos artistas internacionais que vinham sendo cogitados para o evento.
Durante entrevista coletiva na abertura do Festival Interlagos, na Zona Sul da capital, Nunes explicou:
Segundo o prefeito, nomes como Coldplay, U2 e Bruno Mars estavam entre os mais cotados para a realização do megaevento. No entanto, a demora na definição do projeto fez com que esses artistas preenchessem seus compromissos em outras cidades. Além disso, o tempo reduzido para organizar a estrutura necessária praticamente inviabiliza a realização do espetáculo ainda neste semestre.
Com isso, a expectativa da Prefeitura é transferir o megashow para 2027, quando haverá condições mais favoráveis para trazer uma atração internacional de grande porte ao cartão-postal paulistano.