
O modelo de gestão compartilhada da Educação avança em São Paulo . Depois do Liceu Coração de Jesus, um colégio centenário da cidade, virar parceiro da Rede Municipal de Ensino, novos convênios devem acontecer entre a Prefeitura de São Paulo e instituições privadas de ensino.
Em 2022, a tradicional escola salesiana firmou um convênio com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo . Já no ano seguinte, o Liceu passou a atender alunos da rede pública de ensino. Antes da parceria, a escola estava prestes a fechar as portas.
Hoje, três anos após o convênio, centenas de crianças da Rede Municipal de ensino estudam no Liceu. Por se tratar de uma escola que agora integra a Secretaria Municipal de Educação, não há cobrança de mensalidade. Na prática, os estudantes da rede municipal passaram a usufruir de uma estrutura que antes era restrita a quem podia pagar.
Em avaliações do Índice de Desenvolvimento da Educação Paulistana (IDEP), que mede o rendimento dos estudantes da Rede Municipal de Ensino, turmas da gestão compartilhada tiveram notas acima da média de outras do município.

Além dos resultados acadêmicos já atingidos, a Prefeitura de São Paulo ressalta que o modelo tem viabilidade financeira. Os acordos são firmados com instituições sem fins lucrativos, portanto, o município não tem que arcar com a margem de lucro das mesmas e pode destinar o valor ao pagamento de professores, funcionários e à manutenção das escolas.
Segundo a gestão municipal, o custo por estudante no modelo compartilhado é menor do que o investimento necessário para a construção e gerenciamento de unidades do zero. Além disso, esse tipo de convênio permite que o município aproveite a infraestrutura já existente de colégios particulares, evitando despesas com a compra de terrenos e obras.
O sucesso do convênio possibilitará a expansão do modelo de gestão compartilhada pela cidade, com novas parcerias com instituições privadas.