Enel Brasil
Divulgação/Enel Brasil
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Um morador do bairro dos Jardins, na Zona Oeste de São Paulo, afirma ter sido ofendido por um funcionário da Enel durante um corte de energia realizado na última quarta-feira (10). Segundo Jorge Elias, o trabalhador teria respondido com a frase “o senhor que se f...” após ser questionado sobre a interrupção do fornecimento.

Em entrevista ao iG, Jorge relatou que uma fatura referente ao mês de abril não teria sido entregue em sua residência. Por esse motivo, o pagamento não foi realizado na época. Já em maio, segundo ele, a conta acabou sendo quitada duas vezes por engano.

Jorge Elias, morador do bairro Jardins, em São Paulo, relata ter sido ofendido por funcionário da Enel durante um corte de energia
Reprodução/redes sociais
Jorge Elias, morador do bairro Jardins, em São Paulo, relata ter sido ofendido por funcionário da Enel durante um corte de energia


Quando o funcionário compareceu ao imóvel para efetuar o corte de energia, Jorge tentou explicar a situação e apresentar os comprovantes de pagamento.

Nós tentamos mostrar as contas todas para ele e dizer inclusive que a conta do mês de abril não tinha vindo e que a de maio tinha sido paga duas vezes. Ele se recusou a analisar a documentação. Quando apresentou a conta pendente, resolvemos pagar na hora. Mas ele disse que não aceitava o pagamento naquele momento porque a obrigação era ter pago antes e que a função dele era cortar a energia.



O morador conta que também explicou ao funcionário que trabalha em casa e que a interrupção do fornecimento prejudicaria compromissos profissionais agendados para aquele dia. Ainda assim, segundo ele, não houve abertura para diálogo.

De acordo com Jorge, foi nesse momento que ouviu a ofensa.

“Não quero saber. O senhor que se f...”, teria dito o funcionário, segundo seu relato. O morador afirma ainda que o trabalhador comentou ter realizado o corte de energia de uma escola próxima.

Indignado com a situação, Jorge publicou um vídeo em seu perfil no Instagram, onde possui mais de 70 mil seguidores. A publicação ultrapassou 20 mil visualizações nas primeiras horas.


Após o episódio, ele entrou em contato com a Enel e foi informado de que a religação ocorreria no dia seguinte, sem horário definido. Segundo Jorge, o fornecimento foi restabelecido por volta das 16h de quinta-feira (11).

“Eu não entendo como uma empresa pode ter uma pessoa dessas trabalhando para eles. Tão desqualificada, que não respeita uma pessoa idosa nem uma escola. Uma pessoa sem o menor preparo para lidar com o público”, afirmou.

O problema todo é a maneira como ele me tratou. Ele poderia ter explicado a situação de outra forma. O que não podia era me mandar um palavrão.



A reportagem procurou a Enel para comentar o relato do morador e esclarecer a conduta atribuída ao funcionário. 

Por meio de nota, a concessionária informou que  "segue rigorosos padrões de atuação e respeito na relação com os clientes em todas as suas operações. A companhia está apurando a situação relatada e reforça que, caso seja comprovada, adotará todas as medidas cabíveis".

Reclamações contra a Enel

Nos cinco últimos anos, a  Enel registrou altos índices de reclamações sobre a prestação de serviços essenciais no estado de São Paulo. Entre as principais queixas dos consumidores estão os frequentes apagões, cobranças indevidas e cortes indevidos de energia.

Segundo levantamento feito pela reportagem do iG, a Enel está entre as empresas mais reclamadas no Procon-SP.  Em 2021, foram registradas 11.217 reclamações. Em 2022, houve um aumento de 70% no número de registros, que chegou a 19.062. Já em 2023, o total continuou crescendo, com 19.609 reclamações registradas, uma média de 53 ocorrências por dia.

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