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Serão abarcados os setores comercial, industrial e cogeração, além de residências que consomem mais de 10 m cúbicos/mês

A partir da terça-feira, 31, as tarifas do gás natural da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) serão reduzidas para os segmentos comercial, industrial e cogeração e, também, para as residências que consomem mais de 10 metros cúbicos por mês. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 26, pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) e publicada no Diário Oficial do Estado. Os porcentuais aplicados são distintos, conforme o segmento de mercado e o volume de consumo.

Segmento industrial será beneficiado com as quedas mais significativas
Tatiana Klix
Segmento industrial será beneficiado com as quedas mais significativas

Os clientes do segmento residência, por exemplo, que consomem 15 metros cúbicos por mês terão uma queda de 0,7% na tarifa e os que consomem 20 metros, redução de 0,6%. Já os clientes que consomem em média 3 metros cúbicos terão uma alta de 4,8%.

Comércio

No comércio, as tarifas serão reduzidas em 0,8% para o consumo de 100 metros cúbicos ao mês. Para o consumo de 1 mil metros cúbicos, a queda será de 3,2%. Já para as unidades comerciais que consomem 10 mil metros cúbicos, a tarifa de gás natural será reduzida em 8%.

Indústria

O segmento industrial será beneficiado com quedas mais significativas. As tarifas terão diminuição de 11,3% no caso de empresas com consumo de 50 mil metros cúbicos por mês. Para as que utilizam três milhões de metros cúbicos por mês, a redução na conta de gás será de 21%. Para o segmento da cogeração, também haverá redução, que pode variar entre 15% e 21%, conforme faixa de consumo.

GNV

Já o Gás Natural Veicular (GNV) terá aumento de 2,2% nas tarifas da Comgás para o posto que comercializa o produto. O preço para o consumidor final, na hora de abastecer, é definido por cada posto.

Justificativa

O reajuste realizado pela Arsesp é resultado do alinhamento do custo de gás e repasse de valores acumulados na conta-gráfica, que tiveram significativa redução em função da queda do preço do petróleo, que é a base para os preços do gás natural. Além disto há a correção das margens de distribuição pelo IGP-M e a aplicação do Fator de Eficiência X. Até então, o último ajuste de tarifas havia sido em maio de 2015.

"As novas tarifas anunciadas pela Arsesp reforçam a competitividade do gás natural, uma alternativa energética segura, eficiente e versátil", afirma o diretor-presidente e de Relações com Investidores da Comgás, Nelson Gomes.