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Manifestantes contrários ao clima de festa conduziram passeatas que pararam o trânsito em São Paulo

Enquanto o Movimento Passe Livre (MPL) desistia de comemorar a redução da tarifa de ônibus em São Paulo, as cerca de cem mil pessoas que foram à Avenida Paulista transformaram o tradicional palco de protesto em um Carnaval fora de época.

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Os cantos de protesto do MPL eram entoados com força por quem nunca havia participado de uma passeata. Era o caso de Álvaro Machado, de 47 anos. “Essa é a primeira vez que eu venho”, diz ele segurando um cartaz em defesa da educação. “Mas aí o que eu vi acontecendo pela TV aumentou meu patriotismo e vim até aqui hoje.”

Assista ao vídeo:


Algumas músicas, no entanto, foram alteradas. A que dizia “Vem para a rua contra o aumento” se transformou em “contra o governo”. Sem os estudantes do MPL, a multidão interpretava a sua maneira o apartidarismo defendido pelo grupo e tratava de expulsar os militantes de esquerda que seguravam bandeiras de partidos políticos.

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Quem não estava brigando, protestava contra Renan Calheiros, pedia a redução da maioridade penal e a renúncia do deputado Marco Feliciano . Tudo envolto a balões, música e carrinhos de pipoca.

Mas também havia quem criticasse o clima festivo e conduzia passeatas de pequenos grupos, que variavam de 200 a a duas mil pessoas. Alguns deles deixaram a Paulista e se espalharam pela cidade, parando o trânsito na Rua 23 de Maio e Avenida 9 de Julho. Outros manifestantes se deslocaram até a Assembleia Legislativa e à Câmara Municipal.


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