Oito linhas de ônibus têm numeração trocada no Rio

Alteração atende itinerários que circulam pela Grande Tijuca, Centro e Zona Sul, após o fim da operação de duas empresas em janeiro

Passageiros precisam se adaptar ao pagamento por meio eletrônico
Foto: Divulgação/ Prefeitura do Rio de Janeiro
Passageiros precisam se adaptar ao pagamento por meio eletrônico

Os ônibus municipais do do Rio de Janeiro passaram por mais uma atualização nesta última semana de outubro. Oito linhas de ônibus que atendem diferentes regiões da cidade tiveram sua numeração alterada pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR).

As mudanças atingem itinerários que passam pela Grande Tijuca, Centro e Zona Sul. 

Os serviços fazem parte da reorganização da operação municipal após o encerramento das atividades de duas empresas que atendiam a região, a Real Auto Ônibus e a Transportes Vila Isabel, no mês de janeiro. 

Confira a nova identificação dos ônibus:

  • 212: Grajaú – Gamboa (antes LECD 155);
  • 453: Grajaú – Metrô Siqueira Campos (antes LECD 150);
  • 454: Metrô São Cristóvão – Metrô Siqueira Campos (antes LECD 153);
  • 459: Vila Isabel – Leblon (antes LECD 154).
  • 111: Central do Brasil – Leblon (antes LECD 134);
  • 164: Terminal Gentileza – Leme (antes LECD 136);
  • 475: Metrô São Cristóvão – Leblon (antes LECD 133);
  • 536: Rocinha – Leme (antes LECD 138).

A sigla LECD significa Linha Experimental de Coleta de Dados. A identificação foi utilizada pela prefeitura durante a fase de testes das novas linhas de ônibus.

Entenda o que aconteceu com as empresas

A criação dos novos serviços está relacionada ao fechamento da Real Auto Ônibus e da Transportes Vila Isabel,  determinado pela prefeitura no fim de janeiro de 2026.

Prefeitura do Rio lacra ônibus das empresas Real e Vila Isabel
Foto: Reprodução/Prefeitura do Rio de Janeiro
Prefeitura do Rio lacra ônibus das empresas Real e Vila Isabel


As duas empresas, que compartilhavam a administração e estruturas operacionais, como a garagem, enfrentavam problemas na prestação do serviço. Entre as ocorrências estavam paralisações de funcionários, interrupções na circulação dos coletivos e irregularidades na frota.

Na época, a Secretaria Municipal de Transportes lacrou veículos das operadoras após identificar, entre outros problemas, a falta de vistoria anual obrigatória de aproximadamente 250 ônibus.