
A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (22), Fábio Cassiano da Silva, apontado como integrante de uma quadrilha especializada em roubos conhecidos como “saidinha de banco” e acusado de estar envolvido na tentativa de latrocínio da arqueóloga e professora aposentada Tania Andrade Lima, baleada durante assalto no Leblon, na Zona Sul Rio de Janeiro, no último dia 15.
O suspeito foi localizado em Benfica, na Zona Norte, durante ação de policiais da 9ª DP (Catete) . Segundo os investigadores, Fábio atuava como olheiro do grupo e participava dos assaltos monitorando os clientes dentro de agências bancárias para passar as informações aos comparsas que, na saída, davam sequência as ações criminosas.
De acordo com a Polícia Civil, além do caso da arqueóloga que ganhou repercussão, o homem foi identificado em pelo menos outros quatro roubos nos bairros de Copacabana, Flamengo e Barra da Tijuca.
O iG não conseguiu contato com a defesa de Fábio Cassiano da Silva até o momento. O espaço segue em aberto para os devidos esclarecimentos.
Integrante da quadrilha morreu em confronto
Em nota, a Polícia Civil informou que agentes trabalham para identificar os demais envolvidos e esclarecer a participação de cada suspeito nas ocorrências.
Na última quarta-feira (21), um homem apontado como a liderança da quadrilha morreu após uma perseguição e troca de tiros com policiais civis na Rua São Clemente, em Botafogo, na Zona Sul.
Identificado como Luís Fernando Rodrigues dos Santos, de 28 anos, tentou atropelar os agentes e disparou contra a equipe durante a abordagem, iniciando o confronto armado.
De acordo com os investigadores, ele acumulava 27 passagens pela polícia, principalmente por roubo.
Outro suspeito de participação no ataque contra Tania, apontado como o autor dos disparos, segue foragido. A Polícia Civil realizou buscas no Morro da Coroa, na região central do Rio, para tentar localiza-lo, mas não conseguiu.
Relembre o caso
Tania Andrade Lima, de 81 anos , foi atingida por três tiros durante tentativa de assalto, logo depois de deixar uma agência bancária, na Rua General Venâncio Flores, no Leblon, em 15 de outubro.
A arqueóloga foi socorrida e levada para o Hospital Municipal Miguel Couto e depois transferida para uma unidade particular.
Na última terça-feira (20), em entrevista ao jornal "O Globo", Tania destacou que, apesar do ocorrido, estava sentindo uma "imensa gratidão por milagrosamente estar viva" e agradeceu as mensagens de solidariedade que tem recebido.
Tania é reconhecida pelo trabalho que levou à descoberta do Cais do Valongo, na Zona Portuária do Rio, durante as obras de revitalização da região. O sítio arqueológico é considerado um dos principais marcos da história da escravidão no Brasil.