Mais de 200 mil cariocas votaram 13 e tiveram o voto anulado

Legenda representa o PT, que não lançou candidatura ao governo do estado e apoiou Eduardo Paes (PSD) na disputa no Rio de Janeiro

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Eduardo Paes (PSD)
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Eduardo Paes (PSD)

Mais de 204 mil eleitores do Rio de Janeiro digitaram 13 nas urnas ao votarem para governador e acabaram tendo os seus votos anulados no primeiro turno das eleições, que aconteceu no último domingo (4). O número representa a legenda do Partido dos Trabalhadores (PT), que não lançou candidato ao governo do estado em apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD).

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nos Registros Digitais de Votos (RDVs) das urnas o 13 foi o segundo número mais digitado dentre os que se reverteram em votos nulos . Em primeiro, ficou o 00, digitado cerca de 344 mil vezes. 

Em números absolutos, isso representa que 30% dos 675.292  votos nulos para governador  do Rio vieram através de eleitores que digitaram a legenda do PT nas urnas . 


Votos anulados podem mudar o resultado da eleição

Mesmo depois dos resultados divulgados com 100% das urnas apuradas, a possibilidade de novos votos se converterem em nulos  ainda pode acabar definindo a eleição de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno.

O candidato recebeu 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27%, e por ora, vai ao segundo turno com Eduardo Paes  ,que teve 3.706.984 votos, representando 42,76%. 

A situação agora depende do que vai definir a Justiça Eleitoral  quanto aos votos de Anthony Garotinho (Republicanos). O ex-governador recebeu mais de 274 mil votos enquanto concorria sub judice. 

A candidatura  havia sido indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) por causa de uma condenação por improbidade administrativa mas, antes da eleição, na sexta-feira (2), o ministro Floriano de Azevedo Marques havia determinado que os votos dados a Garotinho não deveriam ser considerados.

Tudo mudou no domingo (4), dia da eleição, quando o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que os votos recebidos pelo candidato fossem considerados no cálculo dos percentuais obtidos pelos concorrentes até que o tribunal superior tomasse uma decisão colegiada.

Antes das eleições, a defesa do ex-governador argumentou que o período de inelegibilidade teria terminado em julho e recorreu da decisão. Mas na última segunda-feira (5), primeiro dia depois da votação, Garotinho anunciou que estava retirando o seu recurso.

Até o momento, o TSE apenas registrou inicialmente Douglas Ruas e Eduardo Paes como dois candidatos que disputarão o segundo turno pelo governo do Rio, marcado para 25 de outubro.